Na nossa época, a arte de grafitar ficou mais conhecida na década de 60, no Bronx, bairro de Nova York onde os grafiteiros costumavam fazer seus trabalhos para chamar a atenção para problemas de ordem política ou questões sociais. Muitas pessoas grafitam em diversas partes da cidade; banheiros públicos, fachadas de edifícios, muros, casas abandonadas, ônibus, metrô, orelhões, postes, monumentos e outros lugares expostos. O interessante é saber que o grafite traz em si uma mensagem. Agora, você sabia que Deus também praticou essa arte?

Os fatos que estão descritos na Bíblia no livro de Daniel no cap.5:1-31, dão-se no ano de 539 AC. O profeta Daniel tinha mais de 80 anos de idade e quem se assentava no trono da Babilônia era Belsazar, neto do rei Nabucodonosor que já estava morto há 24 anos. O grande império estava em crise, e fora dos muros da cidade o poderoso exército Medo-Persa havia cercado a cidade. Mas os moradores da grande Babilônia sentiam-se seguros, achando  que nenhum exército poderia conquistá-los.

Para mascarar a situação caótica, o rei estava dando uma festa enorme, com a participação de nobres, a nata da sociedade babilônica, além de convidados vários espectadores, uma vasta multidão em meio a risos, orgias, banquetes e bebidas.

E para piorar a situação, o rei insano resolve trazer as taças de ouro e prata que haviam sido tirados do templo em Jerusalém quase 70 anos antes, para beber nelas e escarnecer do Deus de Israel, cantando louvores a deuses estranhos.

De repente, uma mão sem corpo começou a escrever na parede, perto do candelabro no palácio real. Quando o rei viu isso, tremeu na base, passou mal e quase desmaiou; pensou que era uma ilusão, mas percebeu que todos haviam visto a mesma coisa.

Haviam ficado quatro palavras na parede, e ninguém sabia o que elas significavam. Então Belsazar chamou os astrólogos e os encantadores para ler e interpretar as escrituras, mas todos os homens do rei tentaram e falharam. Até que a rainha mãe lembrou-se de Daniel, que há muitos anos atrás veio como um adolescente para a Babilônia.

Daniel então vem e inspirado por Deus, decifra a escrita na parede e lembra que Belsazar deveria ter aprendido o temor com o avô Nabucodonosor e não agir de forma insensata e arrogante.

Daniel continua a salientar que, ao beber vinho dos cálices sagrados e louvando os deuses da Babilônia, os ídolos não podem ver, ouvir ou entender, mas Belsazar tinha provocado “o Deus que tem nas mãos a sua vida e todos os teus caminhos” (Daniel 5:23).

E é por isso que Deus enviou a mão que fez a escrita estranho na parede: Mene, Mene Tequel, Parsin; “Deus pesou a sua vida na balança da justiça e você foi achado em falta, sua vida irá terminar em breve, e o seu reino será dividido e entregue a outra pessoa!”.

O final da história vem rapidamente. O versículo 30 diz que Belsazar foi morto naquela noite por Dario, o medo, e o Império Babilônico chegou a um fim inglório.

Mas fico pensando: Se Deus fosse escrever uma mensagem na parede para nós, o que seria?

Será que Deus escreveria que nós temos vivido uma história de independência, religiosidade, aparências e pecado? Escreveria que temos ouvido tanto, aprendido tanto, mas sem temor, temos praticado os mesmos erros do passado? O que escreveria a nosso respeito?

Deus pesa cada coração humano e também inspeciona as motivações, os pensamentos, sonhos e segredos. Tudo é exposto a seus olhos e nada é escondido Dele. Fomos colocados na terra para glorificá-lo, mas isso somente é possível, com o novo nascimento, numa entrega diária e sincera a Cristo.

Queridos, a mais de 2.000 anos Deus grafitou nossa salvação com sangue na cruz do calvário! Uma escrita a nosso favor, uma escrita de paz, perdão, reconciliação, uma escrita de vida! Não precisamos ser aferidos pela balança da morte! Jesus nos pesa com o favor da Graça de Deus!

Creio que deveríamos olhar esse texto e compreender que Deus está nos oferecendo uma nova oportunidade para recomeçarmos, rever nossos caminhos, nos arrepender, renovarmos os votos e participar de um novo tempo com o Senhor.

Bem, que tal pensarmos um pouco nisso?

Até breve;

Deus abençoe.

 

Raimundo