Texto Bíblico: Mateus 21:28-32

 INTRODUÇÃO

Texto Bíblico: Lucas 15:1-7

Hoje, o aspecto do Reino dos Céus a ser abordado refere-se ao valor das nossas atitudes, acima das nossas palavras. Palavras têm poder, mas não acompanhadas de ações, enfraquecem e se tornam nulas. Vejamos o exemplo dos dois filhos desta parábola.

  1. 1.     A Atitude do Primeiro Filho – (21:28-29).

O primeiro filho desta parábola, revela, a princípio, uma atitude de resistência ao pedido do pai. “Não quero!” Foi o que ele respondeu quando solicitado a trabalhar na vinha. Ao responder dessa forma, demonstra não estar interessado pelas mesmas coisas que o pai se interessa, além de não querer se envolver com os negócios da família. A indiferença quanto aos interesses do pai, na verdade, é exemplo da atitude natural do homem pecador, alienado dos interesses do Pai Celestial.

Portanto, o primeiro filho da parábola é exemplo do homem pecador, sem Deus, distante e frio quanto a tudo o que é de interesse do Pai. Ele representa os pecadores dos dias de Jesus e dos nossos dias também, que estão distantes do Caminho.

Porém, algo maravilhoso aconteceu! Depois de um tempo de reflexão, esse filho, apesar da recusa inicial, arrepende-se de suas palavras e vai. Ele cumpre a vontade do pai pondo em prática exatamente o que ele desejava que fosse feito.

Ir para a vinha significa cumprir a vontade de Deus em Seu Reino. Amar o nosso próximo, perdoar nossos devedores, exercer misericórdia para com os outros, socorrer os aflitos em suas necessidades, além de tantas outras coisas, são exemplos de como verdadeiramente nos arrependemos e queremos cumprir o desejo do nosso amoroso Pai.

  1. 2.     A Atitude do Segundo Filho – (21:30).

O segundo filho desta parábola revela a princípio, uma atitude de prontidão quanto ao pedido do pai. “Sim, senhor!” Foi o que ele respondeu quando solicitado a trabalhar na vinha. Apesar de uma prontidão aparente, porém, suas ações posteriores demonstraram não estar em linha com as palavras proferidas. Apesar de dizer que ia, acabou não indo, frustrando totalmente as expectativas do pai.

Vemos então que as boas palavras que não são acompanhadas de ações concretas se convertem em hipocrisia. Na verdade, o que vem primeiro é a hipocrisia que gera palavras agradáveis, mas totalmente destituídas de verdadeiras e puras intenções.

O segundo filho representa os religiosos de ontem e de hoje. Nos dias de Jesus, eles anunciavam em alta voz que amavam a Deus e às pessoas, mas na prática, estavam distantes tanto de um quanto dos outros. Suas palavras eram vazias e sem poder, porque não eram acompanhadas de ações concretas, reais e sinceras.

Eles diziam amar a Deus, mas na prática amavam mais a si mesmos; diziam amar aos outros, mas se preocupavam em acumular riquezas e mais riquezas sem compartilha-las com quem necessitasse; diziam viver uma vida de oração, mas buscavam mesmo era impressionar as pessoas.

3.     A Atitude dos Filhos de Hoje – (21:31-32). 

Os dois filhos ainda estão presentes nos dias de hoje. Existem aqueles que estão dizendo “não” ao evangelho do Senhor Jesus Cristo. Eles fazem isso, talvez, por preconceito, ou por um enganoso medo de perder a liberdade, ou mesmo, por não conhecerem a verdade do Evangelho. Porém, a recusa inicial não quer dizer que de fato permanecerão fora do Reino de Deus. Muitos, aos milhares, estão se arrependendo das posturas de resistência em face da pregação da Palavra de Deus, e estão se rendendo a Jesus, com choro e lágrimas. Estão anulando suas palavras anteriores diante de posturas novas que provam terem passado por um arrependimento genuíno. Arrependimento significa mudança de atitude. É algo não apenas restrito à área dos sentimentos, é mais profundo. Afeta as ações.

Mas, o segundo filho também está vivo nos dias atuais. Ele se manifesta toda a vez que alguém se contenta em fazer promessas que nunca serão cumpridas. Ele está por detrás de toda palavra vazia que nunca gerou verdadeiros atos de justiça, porque, na verdade, nunca se intentou transformá-las realmente em ações práticas. O segundo filho se evidencia à sombra de uma religião que professa crer em Deus e em Sua Palavra, mas que, na prática, vive outra realidade bem distante do que significa conhecer a Deus.

CONCLUSÃO

O primeiro filho representa o pecador arrependido, que resiste à vontade de seu pai, mas que o obedece posteriormente. É o que realmente agrada a Deus. O segundo filho, pensa que agrada ao pai pelo simples fato de dizer que ia para a vinha. Porém, sua atitude de não ir revela que o seu intuito era apenas o de impressionar com palavras. Palavras de pessoas assim caem no vazio porque não são acompanhadas de ações concretas que realmente podem agradar ao coração do Pai Celestial.

APLICAÇÃO

Identifique que tipo de filho você é. Aquele de muitas palavras sem ações, ou aquele que, através das ações mostra que realmente ama a Deus e quer ser-lhe agradável. Verifique se não tem sido uma postura habitual liberar palavras sem real intenção de cumpri-las. Procure corrigir posturas assim, caso existam.

 Wilson Maia