Texto Bíblico: Mateus 21:33-43

Textos Complementares: Mt. 23:30 e 35, 27:25, Lc. 11:50, Gl. 5:19-26, Rm. 9 a 11 

INTRODUÇÃO

Na lição anterior vimos sobre o cuidado do proprietário de terras com sua vinha. Ele a plantou, cercou, cavou um lagar, levantou uma torre e a entregou a alguns lavradores. A vinha representa o Reino de Deus entregue à nação de Israel, que devia entregar os frutos de justiça no tempo esperado. No tempo da colheita, o senhor da vinha enviou seus servos para receberem os frutos. Sobre isso falaremos na lição complementar de hoje.

II – A Atitude dos Lavradores

  1. 1.      Maltrataram os Profetas – (21:35-36).

Já vimos quem eram os lavradores: autoridades espirituais da casa de Israel. Homens que tinham tudo para manifestar em suas próprias vidas as virtudes de bondade, de mansidão e de justiça, próprias do Reino de Deus. Contudo, quando o senhor da vinha enviou seus servos para receber os frutos, evidenciou-se da parte dos lavradores um outro fruto: o da violência, da injustiça, do homicídio, da inimizade, da ganância e do orgulho. Aqueles que deveriam estar mais próximos de Deus, na verdade, viviam longe dEle. E porque seus corações eram maus, eles maltrataram todos os enviados pelo dono. Os servos do proprietário representam os profetas que foram enviados à nação de Israel, tantas vezes, para tentar trazer a nação de volta aos braços do Pai quando esta se desviava do caminho original. A parábola declara que os lavradores espancaram, mataram e apedrejaram os servos. Assim fizeram literalmente com alguns profetas do passado, e também na forma de perseguição, calúnia e difamação de outros tantos.

Devemos olhar para as nossas próprias vidas e verificar se não temos rejeitado a palavra dos nossos líderes espirituais quando estes nos confrontam em nossos erros.

  1. 2.      Mataram o Próprio Filho de Deus, Jesus – (21:37-39).

Por fim, uma vez enviado o próprio filho do proprietário, haveriam de fazer com ele a mesma coisa. Esse filho representa Jesus. Mais do que um profeta; o próprio Filho do Deus Altíssimo. Porém, as autoridades espirituais também não o respeitaram; lançaram-no para fora da vinha e o mataram. Essas autoridades, movidas por inveja diante da maravilhosa forma como Jesus ensinava, curava, expulsava demônios, e fazia bem tudo o que se propunha fazer, não suportaram a idéia de perderem os privilégios e honras diante do povo. Seus corações invejosos e maldosos tramaram um terrível plano para tirar a vida de Jesus. Provaram com essa atitude que eles conheciam as Escrituras somente de forma intelectual, mas nunca se deixaram transformar por elas. Eles não reconheceram a Jesus porque seus corações estavam cheios de ódio. Tais atitudes não poderiam ficar impunes. Assim que o proprietário da vinha tomou ciência do que havia acontecido, logo providenciou a retomada daquele lugar que havia sido arrendado àqueles maus lavradores, e o entregou a outros que fossem fiéis e que se dispusessem a entregar o fruto no tempo certo. A autoridade do Reino de Deus foi tirada das mãos das autoridades espirituais corruptas de Israel e foi entregue à Igreja.

A inveja e o ódio continuam crucificando Jesus nos dias de hoje. Se algum irmão alimentar esses sentimentos, certamente verá o amor de Deus se arrefecendo em seu coração dia a dia.

III – A Responsabilidade dos Novos Lavradores

O único desejo do senhor da vinha é receber os seus frutos no tempo da colheita. Gostaríamos de repetir o que seriam na verdade esses frutos: frutos de justiça, de bondade, de generosidade, de respeito ao próximo, de acolhimento aos necessitados, de vidas tementes a Deus, de vidas salvas e rendidas a Cristo, bem como qualquer outra virtude descrita na Palavra de Deus que possa refletir o Seu caráter. Diante da falha dos antigos lavradores, o senhor da vinha a entregou a outros. Os novos lavradores representam a Igreja de Jesus Cristo dos nossos dias. Igreja, composta de pessoas nascidas de novo, lavadas e regeneradas pelo precioso sangue de Jesus, de todas as partes do mundo. É bom lembrar que a vinha não é Israel, e sim o Reino de Deus. A vinha estava sob os cuidados de Israel, mas agora, Deus a entregou à Igreja, até que se cumpra o seu tempo sobre a terra. Findo esse tempo, os olhos do Senhor se voltarão para Israel novamente, porém, agora é o tempo da Igreja. Tempo para trabalhar de tal forma que os frutos da vinha sejam evidenciados na forma de toda a justiça, paz, pregação do evangelho, e de todos os frutos já mencionados anteriormente. Ainda mais na forma de vidas salvas e redimidas de seus pecados, rendidas a Jesus Cristo de todas as partes do mundo. Esse é o trabalho da Igreja. São esses os frutos que Deus deseja receber dela.

Se eu e você fazemos parte da Igreja de Jesus Cristo, então, nós somos os novos lavradores dos dias de hoje. Nós fazemos parte da parábola que o Senhor nos contou, e devemos assumir com responsabilidade o nosso papel, para podermos entregar ao Pai todos os frutos que Ele espera receber das nossas mãos.

CONCLUSÃO

As autoridades de Israel que não viveram em real comunhão com Deus durante o passado, não reconheceram os profetas enviados à nação para fins de restauração. Elas os maltrataram e até mataram alguns. O mesmo aconteceu com o próprio Jesus, ferido e morto nas mãos dos líderes de Sua época. Indignado, o Pai tirou a vinha (o Reino de Deus) das mãos dessas autoridades e a entregou a um outro povo, a quem chamou de Igreja.

APLICAÇÃO

As autoridades espirituais de Israel maltrataram, feriram e mataram, tanto profetas como o próprio Filho de Deus porque seus corações eram maus. O problema está numa religiosidade fria, sem valorizar um relacionamento sincero com Deus. O distanciamento do Pai dá lugar a sementes malignas de inveja, ódio, competição, intrigas, calúnias, inimizades, avareza, orgulho, idolatria, cobiça, sensualidade, maledicência, e toda sorte de maldade e impureza, tão presente na vida de pessoas que deveriam estar livres de tudo isso, para poderem liderar o povo de Deus.

Sondemos nossos corações no final dessa lição para verificarmos como eles se encontram. Arrependamo-nos de nossos pecados de todo o nosso coração, principalmente, diante do grande desafio de apresentarmos nossos frutos na estação própria.

 Wilson Maia