Textos Complementares: João 1:11-12; Is. 59:17; 61:10; Zc. 3:3-4; Ap. 3:4-5; 4:4; 6:11; 7:9; 7:13-14.

INTRODUÇÃO

Reino dos céus agora será comparado a um rei que faz convites para a grande festa de casamento de seu filho. Veremos a atitude e a qualidade dos que foram chamados para um lugar de tamanha honra.

  1. 1.      Os Primeiros Convidados – (22:1-8).

O rei manda chamar para as bodas de casamento de seu filho todos aqueles que já haviam sido antes convidados. Mas eles não quiseram vir da primeira vez e também preferiram continuar com suas atividades pessoais da segunda vez também. Demonstraram grande desprezo e desinteresse pelo convite do rei.

Temos visto nas lições anteriores sobre todo o tratamento especial dispensado à nação de Israel, por causa do propósito que Deus tinha para ela. Mais uma vez, a atitude apática de muitos daquela nação em relação às coisas espirituais está sendo o foco das ministrações do Senhor. Havendo Deus preparado um grande banquete para o mundo, enviando Seu filho amado Jesus, e havendo primeiramente convidado o povo de Israel a quem o convite já havia sido feito e registrado nas Escrituras por meio dos servos e profetas do passado, muitos de Israel e suas autoridades espirituais recusaram-se a participar.

As bodas de casamento representam um momento festivo. Jesus estava desenvolvendo um ministério maravilhoso em Israel em seus dias na terra. Famílias inteiras estavam experimentando grande libertação e muitas cadeias estavam sendo quebradas. No entanto, muitos insistiam em permanecer fora dessa festa.

Para os nossos dias, o Reino de Deus entre nós também é motivo de festa, júbilo e regozijo. Porém, muitos se privam desse banquete porque preferem estar ocupados com outras coisas que julgam ser mais importantes. Outros não desfrutam porque seus corações estão cheios de amargura e ressentimentos contra outras pessoas. Qual é o seu caso? Você tem desfrutado da alegria do Reino de Deus em seus dias?

  1. 2.      Os Convidados Depois – (22:9 e 10).

O rei estava determinado a não deixar vazia a sala do banquete das bodas de seu filho. Para tanto, manda chamar de todos os lugares pessoas boas e más, a fim de encherem o local da festa. Pessoas que facilmente poderiam ser convidadas para qualquer festa, por causa de sua boa reputação. Outras, porém, de índole questionável e até discriminadas pela sociedade de então. Pela recusa dos primeiros o Reino dos Céus passou a ser oferecido a todas as pessoas, mesmo àquelas que não possuíssem um perfil religioso.

Dois grupos de pessoas podem fazer parte do grupo que fora convidado depois dos primeiros:

1)      Gente da própria nação de Israel, porém, que não pertencia ao grupo dos mais religiosos. Gente comum, que ouvia a Palavra de Deus com interesse e devoção, mas que não era da classe sacerdotal ou ligada aos fariseus, aos escribas e demais autoridades religiosas da época. Alguns eram publicanos (cobradores de impostos), rejeitados pelos próprios judeus por cobrarem impostos para o Império Romano, sendo alguns desonestos no exercício da atividade profissional. Outras eram prostitutas que viviam marginalizadas, como nos nossos dias. Outros, até sentenciados à morte por causa de seus delitos, como no caso do ladrão que se reconciliou com Deus na última hora, estando crucificado ao lado de Jesus.

2)      Gente de outras nações, conhecidas como gentias. Pelo simples fato de não ser um judeu, qualquer que fosse o gentio, ele seria considerado como alguém não participante da aliança entre Deus e o homem.

Vemos, portanto, o grande amor divino estendido a todas as pessoas, chegando a nós também. Através disso tudo ressaltamos o valor da graça divina, que convida não firmada no merecimento de alguém, mas por pura manifestação de seu favor generoso.

  1. 3.      O Convidado Sem a Veste Nupcial – (22:11-14).

Quando o rei foi saudar os convidados, estando a sala do banquete totalmente cheia, percebeu que havia entre eles alguém sem a veste nupcial. O fato de o convite ter sido estendido a todas as pessoas, não significava ausência de condições estabelecidas. Bons e maus poderiam se achegar com alegria e confiança, porém, todos deveriam ter suas vestes substituídas por outras, condizentes com o tipo de festa para a qual estavam sendo convidados.

As vestes falam da Justiça de Cristo sobre alguém cujos pecados foram perdoados (Isaías 61:10). O convidado que entrou sem as vestes representa aquele que quer participar dos benefícios do Reino de Deus, sem primeiro ter passado pela experiência de arrependimento e de pecados perdoados pelo sangue de Jesus.

Quando verdadeiramente nos arrependemos e recebemos Jesus Cristo como nosso Senhor e Salvador pessoal, nossas vestes são trocadas. Deixamos nossa vestimenta manchada pelo pecado, e nos revestimos de uma nova: as vestes da justiça de Cristo. Essas vestes não representam nossas próprias justiças, mas as de Cristo sobre nós. O nosso desafio agora é não permitirmos que essas vestes sejam contaminadas novamente (Ap. 3:4-5; Zc. 3:3-4). Andemos em santidade e confessemos nossos pecados a Deus para que nossa comunhão com o Pai nunca seja interrompida.

CONCLUSÃO

Vimos que muitos de Israel rejeitaram o convite para se alegrarem com Deus no Seu Reino entre os homens. Outros, porém, bons e maus, se achegaram pela fé, arrependidos de seus pecados, e desfrutaram do banquete oferecido pelo Rei. A condição imprescindível, porém, repousa na troca das vestes impuras do pecado, pelas novas que só em Cristo encontramos.

APLICAÇÃO

Não permita que as distrações ou ocupações deste mundo o impeçam de atender ao convite do Pai celestial que o chama para ter comunhão com Ele. Valorize o grande favor divino dispensado a você e desfrute dos benefícios do Reino (cura, libertação, paz, prosperidade, etc.) com toda a liberdade. Cuide das suas novas vestes em Cristo para que elas não sejam contaminadas pela impureza, avareza e todo tipo de pecado que nos distancia de Deus.

 Wilson Maia