Texto Bíblico: Lucas 12:13-21 

INTRODUÇÃO

Na parábola de hoje veremos sobre o cuidado a ser tomado no trato com o dinheiro e questões materiais. Veremos que ser rico para com Deus é muito mais importante do que qualquer outro tipo de riqueza. Para tanto, precisamos tomar os seguintes cuidados:

  1. 1.     Não Permitir Que a Ansiedade Pelas Coisas Materiais, Desvie Nossa Atenção das Espirituais – (12:13).

Se atentarmos para o que Jesus estava falando à multidão antes de ministrar esta parábola, veremos que Ele ensinava sobre a ação do Espírito Santo na vida de alguém que porventura viesse a ser levado às autoridades para testemunhar de sua fé (12:11). Surpreendentemente, um homem no meio da multidão faz um pedido para que Jesus ordenasse ao seu irmão que dividisse a herança com ele. Percebemos então que, apesar do assunto se tratar de algo espiritual, a mente ansiosa daquele homem não conseguia se ater aos ensinos do Mestre devido à sua preocupação com a herança ainda não dividida.

A ansiedade pelas coisas terrenas nos rouba a oportunidade de crescermos em Deus, através de uma relação de comunhão e de fé. Não conseguimos prestar atenção nos princípios espirituais que uma vez assimilados e colocados em prática, nos darão êxito também no aspecto material. As preocupações da vida minam a fé e nos lançam num campo onde ficamos privados do auxílio divino (Fp. 4:6-7).

  1. 2.     Entender que Deus é o Doador de Toda Prosperidade – (12:16).

A parábola declara que a terra de um certo homem rico produziu muito. O rei Davi declara o seu reconhecimento de que o Senhor é o dono de toda a riqueza deste mundo: “Teus, ó Senhor, são a grandeza e o poder, a glória, a majestade e o esplendor, pois tudo o que há nos céus e na terra é teu. Teu, ó Senhor, é o reino; tu estás acima de tudo. A riqueza e a honra vêm de ti; tu dominas sobre todas as coisas. Nas tuas mãos estão a força e o poder para exaltar e dar força a todos.” – I Crônicas 29:11-12. Portanto, se a terra daquele homem rico havia produzido muito, certamente Deus tinha um propósito nisso. Ele deveria ser reconhecido como a Fonte de toda a riqueza e, portanto, glorificado por Sua generosidade.

Entender que tudo procede das mãos de Deus já é um grande passo para sermos ricos para com Ele, bem como, para eliminarmos toda fonte de inquietação. Quando sabemos realmente que é Ele quem dá todas as coisas no seu devido tempo, não ficaremos correndo de um lado para outro, procurando abrir portas que Ele não abriu (Lc. 12:24).

  1. 3.     Discernir a Hora de Aplicar os Recursos no Propósito Divino – (12:17).

Não havia nenhum problema em se ter um campo com produção abundante. Deus concede a riqueza! Mas, toda prosperidade tem uma razão de ser. Deus a concede sempre com um propósito e não aleatoriamente. Portanto, em vez do homem pensar consigo mesmo “o que farei…”, ele deveria ter pensado com Deus “o que faremos…”.  Sua atitude foi orgulhosa (porque excluiu Deus do assunto), e egoísta (porque pensou somente em si). Ele poderia até ampliar realmente os seus celeiros, como fez; mas isso se tivesse a intenção de glorificar a Deus, servindo aos Seus propósitos e às necessidades de outros.

Discernir o que o Senhor quer fazer através da nossa prosperidade é algo de muito importante. Devemos vê-lo como Senhor também nesse assunto, enquanto nos vemos a nós mesmos como apenas mordomos, administradores do que Ele nos confiou. Podemos crescer de uma mercearia a um supermercado, contanto que não percamos de vista a necessidade de outras pessoas também. Deus concede grande prosperidade a empresários para que haja emprego e suprimento de carências. Deus coloca algumas pessoas em postos de governo e autoridade para que o povo tenha paz e uma vida tranquila (Gn. 50:20-21).

  1. 4.     Não Considerar as Conquistas Materiais Como Único Objetivo na Vida – (12:19).

Depois de aumentar os celeiros, o homem da parábola considerou sua missão cumprida, como se mais nada tivesse de buscar na vida. Algumas pessoas fazem a mesma coisa, porém, de forma diferente. Dizem: “Pronto, já consegui casar meus filhos, então, minha missão está cumprida!”. É claro que realmente é um troféu poder encaminhar bem os filhos, ou deixar uma herança para a posteridade, e coisa parecida. Mas, uma é a riqueza para com os homens, e outra, é a riqueza para com Deus.

A riqueza para com Deus representa nossas ações aqui na terra que agradam o coração do Pai nos céus. Essas ações são como depósitos efetuados em nossa própria conta nos céus, cujo benefício será desfrutado mais adiante na terra ou na eternidade (Mt. 6:1-2, 5-6, 16-18; 10:41-42; 16:27; Lc. 6:32-35; João 4:36).

CONCLUSÃO

Nossa atenção pelas coisas espirituais não pode ser desviada pela ansiedade acerca das materiais. Podemos descansar no fato de que Deus é o doador de toda prosperidade, e também, que Ele tudo concede com um fim específico. Somos abençoados quando não lutamos apenas por conquistas materiais, mas sim por agradar a Deus.

APLICAÇÃO

Busque ser rico para com Deus, armazenando no Reino dos Céus bens muito mais valiosos dos que os terrenos. Ame quando é odiado; ore pelos seus perseguidores; ajude a quem não pode retribuir a ajuda; bendiga quando amaldiçoado. Lembre-se que o que realmente conta para a eternidade é o que se armazena nos céus (Mateus 6:20).

Wilson Maia