Texto Bíblico: Lucas 6:39-42

INTRODUÇÃO

  1. 1.     Um Cego Guiando a Outro Cego (6:39a).

O cego da parábola refere-se aos que não vêem no sentido espiritual. Trata-se de alguém que ainda se encontra doente por causa do pecado, mas que se considera são, a ponto de se achar na condição de poder guiar a outra pessoa ainda também doente. Para que possamos sair da condição de cegueira, em primeiro lugar, precisamos nascer de novo. Depois, precisamos nos expor à Palavra de Deus dia a dia, pois é ela que nos limpa e nos abre os olhos acerca dos nossos próprios erros. Também é importante que tenhamos pessoas maduras e verdadeiramente espirituais ao nosso lado, que nos ajudem a ver o que ainda não conseguimos, devido à nossa imaturidade.

Passe pelo processo de Deus na sua vida, nascendo de novo, batizando-se nas águas e crescendo a cada dia através do ensino da Palavra de Deus e do discipulado. Busque um coração humilde, sempre disposto a aprender e a corrigir seus próprios erros.

  1. 2.     Ambos Cairão no Barranco (6:39b).

Um cego guiando outro cego resultará em problemas, certamente graves para ambas as partes. Para o cego que guia na direção do céu, sem, contudo, conhecer o Caminho (Jesus), terá como conseqüência chegar em qualquer lugar, menos lá. Será uma grande decepção naquele dia. As conseqüências dessa situação serão desastrosas também para o que está sendo guiado. Além de também não chegar no destino desejado, não conseguirá solucionar os problemas do dia a dia para os quais os princípios da Palavra de Deus apresentam resposta e direcionamento. Para tristeza de todos, ambos poderão sofrer prejuízos espirituais, emocionais, físicos, materiais, familiares, ou em qualquer outra área em que se destilou a influência desse discipulado.

Busque alinhar a sua vida aos princípios da Palavra de Deus, colocando à prova os seus próprios caminhos para ver se eles se mantêm na Verdade.

  1. 3.     Os Limites do Discípulo de um Cego (6:40).

Uma pessoa que está sendo instruída por um “cego”, espiritualmente falando, nunca superará o seu mestre enquanto estiver debaixo de sua influência. Não se pode esperar que esse discípulo demonstre maturidade nos relacionamentos, na vida espiritual, familiar, bem como nas demais áreas da sua vida, enquanto estiver assimilando os ensinos e o caráter distorcido de quem ele escolheu para ser o seu referencial.

Em quem você tem se espelhado? Ore sempre pelos seus pastores e líderes espirituais para que eles sejam pessoas devotadas a Deus, homens e mulheres de caráter aprovado, e que tenham autoridade divina para supervisionar outras vidas.

  1. 4.     A Trave é Maior do que o Argueiro (6:41) 

Quando alguém diz que está “vendo” o argueiro no olho de outra pessoa tendo uma trave em seu próprio olho, alguma coisa está errada. Vir o argueiro no olho do outro significa perceber áreas deficientes, pecados e fraquezas a serem corrigidos. Mas, quando se tem uma trave no próprio olho, certamente a visão do problema alheio será distorcida. Por exemplo: os fariseus e as autoridades religiosas da época julgavam as pessoas em geral por seus pecados, estando eles próprios carregados de orgulho e avareza, e totalmente desprovidos de amor e compaixão. Jesus não queria dizer que o povo não tinha pecados a serem confessados, mas, sim, afirmar que a religião fria e às vezes até cruel daqueles homens, para Deus, se constituía numa falta mais grave do que o argueiro nos olhos do povo.

Não julgue nem condene as pessoas que se encontram em possíveis situações de erro. Guarde o seu coração da crítica ou de palavras de acusação contra o seu semelhante.

  1. 5.     Tira Primeiro a Trave do Teu Olho (6:42)

Diante do que já foi exposto, segue o desafio: “Tira primeiro a trave do teu olho”. Trata primeiro do seu próprio pecado e de suas próprias debilidades, para depois, com compaixão, poder ver de fato e lidar com as dos outros. Por que faltava misericórdia da parte dos religiosos? Por que seus corações sempre estavam cheios de julgamento e condenação para com os outros? Na verdade, tudo isso se devia à falta de quebrantamento diante de Deus de seus próprios corações. Muitos nunca lidaram com os seus próprios erros e nunca choraram por seu estado de indiferença, até se virem necessitados do favor e da misericórdia divina. Eles eram cruéis para com os outros porque se achavam sem pecado e acima de qualquer suspeita.

Antes de estar na condição de ajudar a outras pessoas, lide sincera e honestamente com os seus próprios pecados. Reconheça que o Senhor lhe concederá grande autoridade espiritual no final de cada processo interno, levando-o à posição de abençoar outras vidas.

CONCLUSÃO

Vimos sobre a importância de lidarmos honestamente com as nossas próprias fraquezas e pecados, para que possamos estar em melhores condições de ajudar a outros. Na ausência deste tratamento interior, corremos o risco de nos endurecermos em nossos erros, a ponto de não vê-los mais, além de nos tornarmos insensíveis em relação às fraquezas do próximo.

 Wilson Maia