Texto Bíblico: Lucas 7:36-50

INTRODUÇÃO

Hoje veremos sobre duas pessoas que se aproximaram de Jesus, porém, de formas diferentes. Ambas estavam na mesma casa, mas tomaram caminhos totalmente opostos.

I)   Simão – Pequena Consciência de Pecado, Menor Consciência da Necessidade de Perdão e Ínfima Experiência Com o Amor de Deus.

Resultado – Escassez de Amor Liberado

Simão era um fariseu, conhecedor das Escrituras e separado para ensinar a lei ao povo. Embora ele tenha convidado Jesus para um jantar, estava longe de estabelecer com Ele uma autêntica relação de comunhão. Ele demonstrou:

1)      Não crer em JesusSe este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora.” (Lucas 7:39) – O pecado da incredulidade é mais grave do que outro qualquer, porque impede a pessoa de se achegar ao único que pode perdoar e restaurar a vida de alguém: “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.” (Hebreus 11:6).

2)      Não honrar a Jesus

  1. Deixando de lavar-lhe os pés (Lucas 7:44).
  2. Deixando de recebe-lo com um beijo (Lucas 7:45).
  3. Deixando de ungi-lo com óleo (Lucas 7:46).

Todas essas eram práticas comuns para se receber bem um visitante. “Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, não o sabendo, hospedaram anjos.” (Hebreus 13:2) – Jesus, porém, o visitante mais ilustre da história, não foi honrado naquele dia.

3)      Atitude prepotente e discriminadora“Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora.” (Lucas 7:39)

  1. Prepotente – Porque se julgou melhor do que a mulher; mais puro, mais santo, mais digno.
  2. b.      Discriminadora – Porque julgou aquela mulher como pecadora, colocando-se no lugar do único que pode julgar de verdade todas as coisas. – “Portanto, nada julgueis antes de tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará à luz as coisas ocultas das trevas, e manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o louvor.” (I Corintios 4:5).

Quando temos problemas na relação vertical, entre nós e Deus, invariavelmente teremos problemas na relação horizontal, entre nós e as pessoas.

II)  A Mulher – Grande Consciência de Pecado, Enorme Consciência da Necessidade de Perdão e Íntima Experiência Com o Amor de Deus.

Resultado: Generosa Liberação de Amor

A mulher demonstrou grande fé em Jesus. Ouvindo que Ele estaria naquela casa, separou-lhe algo especial. Sem se importar com o que os outros haveriam de dizer, preparou-se para ungi-lo. No entanto, surpreendida pela emoção, ou, quem sabe, pela consciência da sua indignidade, deixou escapar algumas lágrimas que recaíram sobre os pés dEle. De improviso, lança mão dos seus próprios cabelos para enxugar-lhe os pés regados pelas lágrimas. Depois de beija-los, numa profunda atitude de devoção, afeto e gratidão, derrama ali o seu perfume, representando o derramar do seu próprio coração.

Com esses atos ela demonstrou:

1)      Receber a Jesus em seu coração“Lavou-lhe os pés” (ato de quem recebe alguém em sua casa) – Lucas 7:38, 44.

2)      Arrependimento“Chorando, começou a molhar-lhe os pés com suas lágrimas” – Lucas 7:38, 44.

3)      Adoração“Beijou-os e os ungiu com o perfume” – Lucas 7:38, 45 e 46.

Não se preocupou com as pessoas, nem para louva-las ou condena-las. Estava centrada em Jesus, e ali ofereceu-lhe a verdadeira adoração.

CONCLUSÃO

Conforme o ensino da parábola, Jesus quis dizer que o fariseu tinha pequena consciência de pecado e conseqüentemente não achava que precisava de perdão. Se não precisava de perdão, não valorizava a quem podia perdoar; por isso, pouco o amou. Com relação à mulher foi totalmente o contrário; e pelo grande perdão recebido, amou intensamente.

 Wilson Maia