Texto Bíblico: Lucas 17:1-10

INTRODUÇÃO

Durante o período de discipulado, Jesus ensinou sobre alguns temas que deixaram os discípulos preocupados. Coisas que desafiavam os homens à mudança de vida, a um compromisso maior, bem como, a desenvolverem novas posturas até então não priorizadas. Veremos os desafios propostos, a reação dos discípulos, a provisão divina para o cumprimento dos desafios e o ensino sobre como eles deveriam lidar com suas próprias expectativas após conseguirem cumprir a vontade de Deus.

I – Os Desafios Propostos Por Jesus
  1. O Cuidado Pessoal Para Não Ser Uma Pedra de Tropeço - “É impossível que não venham escândalos, mas ai daquele por quem vierem!…Olhai por vós mesmos” – 17:1 e 3

Diante do exposto, creio que os discípulos mergulharam dentro deles mesmos para sondarem seus corações e suas atitudes. Provavelmente, perceberam muitas áreas ainda não tratadas e que poderiam se tornar em campo minado para a vida de outros. Eles precisavam da ajuda do Senhor.

  1. O Cuidado Para Que Outros Não Se Tornem Pedra de Tropeço“E, se teu irmão pecar contra ti, repreende-o e, se ele se arrepender, perdoa-lhe. E, se pecar contra ti sete vezes no dia, e sete vezes no dia vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me; perdoa-lhe” – 17:3 e 4.

Como se não bastasse o cuidado pessoal, ainda tinham de ajudar outros a endireitar suas veredas. O desafio parecia ser maior que a capacidade de realização. Esse cuidado para que os outros não se tornem pedras de tropeço, pode ser administrado da seguinte forma, conforme orientações do Mestre:

a)      Repreendendo-os quando eles pecarem contra nós

b)      Perdoando-os quando eles se arrependerem

c)      Perseverando na atitude perdoadora continuamente

II – A Reação dos Discípulos Diante dos Desafios.

  • O Sentimento de Incapacidade Humana“Acrescenta-nos a Fé” – 17:5.

Eles sentiram que, diante do ensino, o nível de fé que possuíam não estava à altura dos desafios. Por isso pediam:

-                     Fé para viverem de tal maneira a nunca se tornarem pedra de tropeço;

-                     Fé para deixarem de ser pedra de tropeço, conforme o caso;

-                     Fé para conseguirem repreender alguém em amor;

-                     Fé para perdoarem quando há arrependimento da outra parte;

-                     Fé para continuarem perdoando mesmo quando o arrependimento do outro parece ser apenas aparente.

Você já se viu em situações em que acha não ter fé suficiente para vencer determinado desafio? Enfermidade na família, desemprego, conflitos emocionais, etc., todos esses podem representar situações para as quais carecemos de uma medida maior de fé. Era assim que os discípulos se sentiam.

III – A Provisão Divina Para o Cumprimento dos Desafios.

  • Uma Palavra de Autoridade – “Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira: Desarraiga-te daqui, e planta-te no mar; e ela vos obedeceria” – 17:6

Mesmo quando a fé parece ser pequena para tamanhos alvos, como a fé do tamanho de um “grão de mostarda”, podemos confiar que ao falarmos, determinando algo, assim se fará a nosso favor. Veja que o exemplo dado por Jesus toma-se por referencial uma amoreira que estava por ali, perto deles. Talvez querendo que eles entendessem que não deviam estar preocupados com coisas distantes, mas apenas, com as que estivessem diante deles dia a dia. Enfatiza o poder da palavra liberada com fé, ordenando a remoção do obstáculo enfrentado, com autoridade.

IV – Como Lidar Com as Expectativas Após a Tarefa Cumprida.
  • Considerando-se Um Servo Inútil – “Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer” – 17:10

Devemos permanecer humildes mesmo quando conseguimos cumprir o que Jesus mandou. Não pensando que somos especiais ou que alguma virtude temos em nós mesmos para isso. Também que não esperemos nada em troca por qualquer ato vitorioso. Em outras palavras, somos desafiados a nos considerarmos apenas servos inúteis:

-                     não tendo sido uma pedra de tropeço,

-                     cumprindo o papel de repreender alguém para restauração

-                     não nos gloriando por havermos perdoado alguém

-                     com humildade mesmo quando perdoamos mais do que o habitual

CONCLUSÃO

Os desafios de Jesus nos levam a encarar a nossa incapacidade humana. Tal senso de inadequação nos conduz ao clamor, que por sua vez gera uma resposta e uma provisão. A provisão de Jesus para eles e para nós está no fato de usarmos nossa palavra de autoridade contra aquilo que se opõe ao nosso caminho. Quando obedecemos e vemos os resultados, certamente nos alegramos. Que a nossa satisfação, porém, não nos conduza à soberba, como se tivéssemos algum mérito especial. A consciência de que somos servos, e servos inúteis que só fizeram o que era obrigação fazer, nos manterão sóbrios, para que o engodo de Satanás não encha o nosso coração de auto-suficiência ou independência de Deus.

 Wilson Maia