MULTIDÃO, SEGUIDOR OCASIONAL OU DISCÍPULO?

No Novo Testamento podemos observar três categorias de relacionamento que as pessoas tinham com Jesus: multidão, seguidor ocasional e discipulo. Hoje não é diferente, pois nos relacionamos com Deus de uma das três maneiras. Vamos analisar cada categoria então!

 

  1. 1.      JESUS E A MULTIDÃO

O primeiro nível de relacionamento que Jesus travou foi com a multidão: “Seguia-o numerosa multi­dão porque tinham visto os sinais que Ele fazia na cura dos enfermos” (Jo 6.2).

O ministério de Jesus foi um ministério de multidões, mas Ele nunca as priorizou. Por quê? Porque o nível de resposta e de compromisso da multidão é pequeno, inseguro, desconhe­cido; o nível de impacto e transformação da Palavra sobre ela é pequeno.

Ele deu prioridade aos vínculos profundos que tinha com os discípulos. A Bíblia diz que a multidão o seguia por causa dos sinais e das curas que Ele fazia. O seu relacionamento era distante, ela O via de longe e esporadicamente.

O que define o comportamento da multidão é a busca de suas próprias necessidades. Só se buscava Jesus quando havia uma necessidade esporádica. Assim, o compromisso estava condicionado a isso. A decisão de estar com Ele era uma decisão provisória, em que a indepen­dência movia o compromisso. Acostumaram-se, então, com relacionamentos superfi­ciais. Todas as áreas de sua vida eram mais ou menos nebulosas. Viviam em altos e baixos em sua vida cristã.

Talvez o motivo que traz a multidão a Jesus seja um mero compromisso religioso, ou a necessidade de libertação em al­guma área, a necessidade de cura, ou apenas para manter um agradável convívio social. Enfim, são pessoas completamente independentes, cujos motivos são desconhecidos. Consequentemente, crescem até certo ponto e então ficam estagnadas.

 CARACTERÍSTICAS DA MULTIDÃO

  • Relacionamento distante e impessoal.
  • Fraca resposta ao desafio da Palavra de Deus.
  • Não aceitam ser cobrados ou confrontados em sua conduta.
  • Não se deixam tratar por ninguém.
  • São totalmente independentes.
  • O nível de crescimento é baixo.
  • Vivem de aparência.
  1. 2.      JESUS E OS SEGUIDORES OCASIONAIS

O segundo nível de relacionamento de Jesus foi com aquelas pessoas que O procuravam para serem aconselhadas. Nós te­mos alguns exemplos. O primeiro é Nicodemos em João 3. Ele não era propriamente da multidão, tinha um relacionamento mais próximo com Jesus. Todavia, não se obrigava a obedecer a Palavra que Ele lhe dava. O fato de ele ir procurar Jesus à noite mostra que ele tinha vergonha de sua fé e estava preocu­pado com a opinião dos outros a seu respeito. Entretanto, ele ainda desejava saber mais do Senhor. Seu relacionamento com o Jesus era mais próximo do que o da multidão, mas não o suficiente para se tornar um discípulo.

Essas pessoas alimentam-se da Palavra, mas com uma ótica religiosa, são anêmicas na fé, incrédulas, apáticas e mor­nas. Deixam-se tratar apenas superficialmente quando há pres­sões ou alguma dificuldade. Deus as usa, mas o relacionamento com Ele é caracterizado pela superficialidade e pelo limite com que se deixam tratar. Podem até estar convencidas de que são muito espirituais, mas têm um relacionamento distante, tanto com Deus quanto com o próximo.

CARACTERÍSTICAS DOS SEGUIDORES OCASIONAIS

  • Possuem um relacionamento frequente, mas superficial.
  • Os diálogos são abrangentes, mas não permitem o trata­mento do caráter.
  • Suas opiniões próprias são muito fortes e, por isso, estão fechados para aprender com os outros.
  • Dão uma resposta superficial e até religiosa à Palavra.
  • Vivem estagnados na apatia espiritual.
  1. 3.             JESUS E OS DISCÍPULOS

O terceiro nível de relacionamento que Jesus construiu foi com Seus discípulos. Aqui, nesse nível, a proximidade é total, a intimidade e a liberdade com a qual se expressam pensamentos e sentimentos são completas.

Abrem mão de viverem independentemente para terem vínculos com Jesus. Neles o caráter de Cristo é formado. Assim, quando oramos pedindo a Deus que nos forme, Ele responde nos levando a situações que irão nos quebrar e moldar. Ele é um Deus prá­tico. Devemos responder positivamente a essas situações de tratamento. Quando tais situações vierem, simplesmente avaliamos e cor­rigimos as atitudes e as motivações erradas que virão à tona. Crescemos de fé em fé, de glória em glória.

O que transformou os discipulos, tornando-os semelhantes a Ele, foi um vínculo sólido e profundo de discipulado.

CARACTERÍSTICAS DO DISCÍPULO

  • Possui intimidade e transparência no seu relacionamento com Jesus.
  • Responde de forma completa à Palavra de Deus.
  • É submisso.
  • Manifesta um crescimento constante e desobstruído.
  • É aberto e maleável o suficiente para se deixar tratar.
  • Suas motivações são conhecidas.
  • É dependente de Deus.
  • Possui uma vida de vitória.
  • Possui clareza dos princípios da Palavra de Deus.

Em qual dessas três categorias de pessoas você se encontra? Você faz parte da multidão, é um seguidor ocasional, ou um discipulo de Jesus que de fato tem uma intimidade profunda com Deus?

Em qual dessas categorias vc deseja estar?

“Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer.” Jo 15:15

Jesus é um Deus de relacionamentos! Ele deseja ter intimidade conosco e participar de nossas vidas. Ele é o verdadeiro amigo, Aquele que anseia por caminhar conosco e transformar as nossas vidas. Ele deseja nos abraçar e nos envolver em seu amor.

Fonte: Pr. Aluizio Silva