RESPOSTAS PARA OS GRANDES PROBLEMAS DA VIDA

 RICK WARREN

COMO PERMANECER CONFIANTE EM MEIO A CRISE? Lição 8 – Parte 1

 

Compartilhe: Você já presenciou um furacão? Já esteve no meio de uma terrível tempestade, do tipo que arrasta carros, casas, etc.? Qual a sensação? Se não presenciou ou vivenciou, comente sobre reportagens vistas ou lidas. Quais foram os prejuízos materiais, físicos e emocionais?

 

As tempestades da vida

- A Bíblia ensina que existem três tipos de tempestades que po­dem atingir nossa vida:

1. Tempestades que nós mesmos criamos (como Sansão e os problemas que ele próprio criou);

2. Tempestades causadas por Deus (como Jesus acalmando a tempestade no mar da Galileia);

3. Tempestades criadas por outras pessoas (como Pau­lo e Silas lançados na prisão).

- É especialmente difícil suportar esse último tipo de tempestade, quando você é a parte inocente de uma situação.

- Deus colocou Paulo, como prisioneiro, a bordo de um navio que ia para Roma (aliás, o desejo do coração de Paulo era ir a Roma para pregar).

- Enquanto estavam ancorados, Deus disse a Paulo que instruísse a tripulação para que não deixasse o porto porque haveria uma grande tempestade no mar Mediterrâneo.

- Mas os marinheiros ignoraram o que Deus dissera por intermédio de Paulo, em parte por estarem impacientes (At 27.9-12).

- A impaciência geralmente nos causa problemas. Quando fi­camos impacientes, corremos direto para a tempestade.

- Frequentemente observamos pessoas cheias de crises que, impacientes para se casar, conseguir um emprego novo ou para fazer algo, não fizeram uma verificação final com Deus e zarparam em direção à tempestade.

- Paulo disse aos marinheiros: “Senhores, vejo que a nossa vi­agem será desastrosa e acarretará grande prejuízo para o navio, para a carga e também para a nossa vida” (v. 10).

- Mesmo assim, eles partiram rumo à tempestade. Por quê?

- Há três razões muito comuns pelas quais as pessoas se metem em apuros, quer há 2.000 anos, no livro de Atos, quer hoje. A natureza humana não mudou!

 

- Por que enfrentamos crises e dificuldades em nossas vidas?

 

 

1. A orientação dos “especialistas”

- Em vez de dar ouvidos ao que Paulo dissera, o centurião seguiu o conselho dado pelo piloto e pelo proprietário do navio.

- A pri­meira razão pela qual nos colocamos em problemas é que ouvi­mos os especialistas errados.

- Há muitas ideias malucas pelo mun­do e a cada semana aparece uma terapia ou um culto novo.

- Alguém irá dizer: “a chave para viver bem é comer bananas e iogurte”.

- Logo depois, surge outra pessoa e diz: “Não, a chave para vi­ver melhor é ficar numa posição estranha e fazer ohmmmmm”.

- Ainda outra pessoa diz: “Não, a solução é comprar os DVD’s do nosso seminário”.

- Parece que todos têm uma solução, todos são especialistas. Mas a verdade é que os especialistas geralmente estão errados.

- Algumas pessoas saem perguntando a opinião de peritos até que encontrem um que concorde com elas, apenas para confirmarem suas próprias intenções.

- No entanto, se você procurar os especialistas errados, encontrará problemas.

 

2. A orientação da maioria

- Como o porto onde estavam era inadequado para passar o inver­no, a maioria decidiu que o navio deveria continuar a viagem, esperando chegar a Fenice e atracar em Creta (v. 12).

- A segun­da razão pela qual nos metemos em dificuldades é que seguimos o conselho da maioria. Na verdade, a maioria geralmente está erra­da.

- Você se lembra do que aconteceu quando Moisés começou a conduzir o povo de Israel?

- A maioria queria voltar para o Egito, mas aquelas pessoas estavam erradas. Podemos encontrar muitos problemas se seguirmos a opinião predominante ou as ideias mais populares.

 

3. A orientação das circunstâncias

- Quando começou a soprar um vento suave vindo do sul, eles pen­saram que tinham obtido o que queriam e, então, levantaram ân­coras e foram navegando ao longo da costa de Creta (v. 13).

- Que outro motivo nos coloca em confusão? O fato de confiarmos nas circunstâncias.

- Observe que o texto diz que o vento sul soprava suavemente. O que poderia ser melhor para uma agradável e tranquila viagem pelo Mediterrâneo?

- Os marinheiros pensaram que tinham obtido o que queriam porque as circunstâncias eram favo­ráveis.

- Contudo é loucura ignorar o que Deus diz, ainda que as circunstâncias pareçam contradizê-lo.

- Tudo pode parecer bem agora, mas talvez você esteja navegando em direção a uma tempestade.

- Já ouvi pessoas dizerem: “Bem, esta decisão deve ser a certa porque me sinto muito bem em relação a isso”.

- Há uma frase muito conhecida que diz: “Como pode estar errado se parece tão certo?”.

- A verdade é que os sentimentos geralmente mentem.

- Se Deus diz: “Espere no porto”, é melhor você obedecer, porque o Diabo também pode manipular as circunstâncias.

- Então, como podemos lidar com essas dificuldades? Como permanecer calmo, manter a confiança e a coragem, não importa o que aconteça?

 

Não fique à deriva

- Quando estamos em dificuldades, fazemos três coisas típicas — as mesmas três que os marinheiros fizeram.

- A reação deles foi característica de pessoas sob pressão. “O navio foi arrastado pela tempestade, sem poder resistir ao vento; assim, cessamos as ma­nobras e ficamos à deriva” (v. 15).

- Mais tarde, os marinheiros “deixaram o navio à deriva” (v. 17).

- A primeira coisa que as tem­pestades tendem a fazer em nossa vida é nos deixar à deriva.

- Abandonamos nossos alvos. Esquecemos para onde estamos indo. Esquecemo-nos de nossos valores e ficamos simplesmente à deriva.

- Pelo fato de não terem uma bússola e de as estrelas estarem totalmente encobertas pela tempestade, os marinheiros ficaram em total escuridão.

- Quando você está numa situação de trevas em que não pode ver as estrelas e não tem uma bússola, o que você faz? Fica à deriva. Apenas deixa que as ondas o levem de um lado para outro e você vai com elas. Seus problemas o jogam para lá e para cá. Devido a essas fortes correntes na sua vida, você tem vontade de dizer: “De que adianta? Para que lutar? Eu vou apenas seguir a maré”.

 

Não lance nada ao mar

- “No dia seguinte, sendo violentamente castigados pela tempes­tade, começaram a lançar fora a carga. No terceiro dia, lança­ram fora, com as próprias mãos, a armação do navio” (v. 18,19).

- Quando uma crise atinge nossa vida, primeiro ficamos à deriva e, depois, começamos a lançar fora algumas coisas. Os marinheiros lançaram primeiro a carga, depois a armação do navio, em segui­da o trigo (v. 38) e, por fim, a eles mesmos! (v. 43,44) Eles pula­ram do navio e nadaram em direção à terra.

- O ponto é este: geralmente, quando estamos atravessando uma crise, somos tentados a lançar fora coisas importantes para nós, valores aos quais nos apegamos em dias melhores.

- Temos a ten­dência de jogar qualquer coisa fora porque estamos sob pressão e queremos livrar-nos de tudo. – Tornamo-nos impulsivos. Desisti­mos de nossos sonhos. Abandonamos nossos relacionamentos. Abandonamos valores que aprendemos quando crianças.

 

 

 

Não se desespere

- Preste atenção na terceira atitude dos marinheiros: “Não apa­recendo nem sol nem estrelas por muitos dias, e continuando a abater-se sobre nós grande tempestade, finalmente perde­mos toda a esperança de salvamento” (v. 20).

- Numa crise ex­trema nós, por fim, ficamos desesperados e perdemos toda a es­perança. A última coisa que lançamos fora quando estamos em crise é a esperança e, quando fazemos isso, ficamos real­mente em apuros.

- Os marinheiros estavam havia quatorze dias em completa escuridão, num pequeno navio, no meio do mar Mediterrâneo, arrastados pela tempestade até que lançaram tudo fora e per­deram toda a esperança.

- Talvez você esteja sentindo-se assim. Você tem passado por problemas a semana toda, o mês inteiro, ou o ano inteiro.

- Essa situação tem-se arrastado; você já lançou suas coisas fora e, agora, chegou ao ponto do desespero: “De que adianta? Não há esperança. Essa situação não tem solu­ção”.

- Mas lembre-se dos marinheiros: eles perderam a esperan­ça porque esqueceram que Deus está no controle.

- Eles haviam esquecido que Deus tinha um plano. Eles haviam esquecido que Deus pode trazer esperança a uma situação para a qual parece não haver solução.

 

Obs: Caso ache necessário, divida esta lição em duas partes.