VITÓRIA NO DESERTO
Lição 14/15 – A AUTORIDADE DO CRENTE

 Disse-lhes Jesus:

Eis aí que vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões, e sobre todo o poder do inimigo, e nada absolutamente vos causará dano (Lc 10.19).

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A. Que autoridade é esta de que Jesus está falando?

B. A quem foi dada?

C. Em que está apoiada?

D. Como podemos exercitá-la?

 Ao mencionar serpentes e escorpiões, o Senhor Jesus está se refe­rindo ao poder de toda hoste maligna (o diabo, principados, potestades e demônios). Precisamos estar conscientes de que, no nome de Jesus, temos autoridade sobre todos eles. Alguns irmãos, equivocadamente, crêem que o Senhor deu essa autoridade apenas aos apóstolos. Será que a Igreja do Senhor Jesus tem menos autoridade, hoje, do que tinha no primeiro século? Não! É uma hipótese completamente absurda.

O valor da nossa autoridade repousa no poder que existe por trás dela — o próprio Deus. O diabo e suas hostes demoníacas sabem que te­mos essa autoridade. Por isso, o crente que entende que o poder de Deus opera em seu ravor, pode exercitar sua autoridade e enfrentar o inimigo destemidamente. É preciso entender, entretanto, que o uso da nossa au­toridade depende de pelo menos três princípios básicos.

 1. A autoridade delegada

Tomemos, como exemplo, um guarda de trânsito. Se ele fizer o sinal característico de parada obrigatória a qualquer motorista, este deve parar imediatamente o veículo, seja ele um fusca ou uma “jamanta”. Todavia, não é a força física do guarda que faz com que isto aconteça. Nenhum guarda de trânsito tem poder físico suficiente para parar um carro, se o condutor resolver não fazê-lo. Os carros param, simplesmente, por causa da autoridade que está por trás daquele policial. Todo motorista sabe que, se desobedecer ao guarda, estará afrontando o governo, e isso poderá re­sultar em multa ou até mesmoem prisão. Oque os motoristas respeitam é a autoridade do governo, representada pelo policial.

Quando um servo de Deus ordena algo para o diabo, este é obri­gado a obedecer. A razão disso é exclusivamente a autoridade do próprio Senhor Jesus Cristo na vida desse servo. E nesse caso, o inimigo não tem alternativa senão obedecer, sob pena de ser atingido pelo exército de Deus. Bendito seja o nome do Senhor, pela autoridade que nos é delegadaem Jesus Cristo!

Paulo disse aos crentes para serem fortes no Senhor e na força do seu poder (Efésios 6.19). Isso significa que você, à semelhança do guarda de trânsito, pode se colocar diante do diabo e ordenar-lhe que pare. As­sim como um motorista pára o carro quando um guarda de trânsito lhe ordena fazê-lo, o inimigo também tem de parar diante de você. Como representante de Deus na terra, você estabelece a legalidade do Senhor onde quer que você esteja.

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Como você sabe que tem a autoridade de Cristo em sua vida? 

2. A autoridade é distinguida pela farda                                                                  

A farda é um indicador de autoridade. Nenhum guarda de trânsito exerce sua função sem o uniforme, pois ninguém o respeitará como autoridade. Neste caso, se ele se se colocar diante de um veículo em movimento e ordenar ao motorista que pare, correrá o risco de ser atropelado. De modo semelhante, o sinal da nossa autoridade é o revestimento com o Espírito Santo. Quando estamos revestidos com Ele, temos a mais alta autoridade do Universo.

Todo crente nascido de novo já possui o Espírito Santo habitando dentro de si. Após a ressurreição, o Senhor veio aos seus discípulos, soprou sobre eles e disse-lhes que aquele sopro era o Espírito Santo (Jo 20.21-22). Apesar de terem recebido o Espírito Santo, eles ainda estavam sem poder, pois não haviam sido revestidos com o uniforme espiritual. Por isso, o Senhor ordenou-lhes que esperassem em Jerusalém até que, do alto, fossem revestidos de poder (At 1.8). Esse mesmo poder deve estar sobre nós, revestindo-nos como um uniforme.

Não basta você ser filho de Deus e receber a autoridade delegada pelo Senhor Jesus. Você precisa ser revestido com poder, para que o inimigo o respeite. É um revestimento invisível aos olhos naturais, mas visível no mundo espiritual. Todas as potestades têm conhecimento dele. Por isso, grande é o temor que vem sobre as hostes do diabo, pois sabem que o poder de Deus em nós pode destruir as obras deles.

Antes de sair para cumprir sua rotina de trabalho, o policial, normalmente, alimenta-se. Mas será que, só pelo fato de ter-se alimentado, ele está apto para cumprir o seu dever de policial? Não. Ele precisa, antes de tudo, vestir o uniforme, sem o qual ninguém o respeitará. E quando ele veste o uniforme de policial, todos passam a respeitá-lo como uma autoridade. E isso independe se ele está ou não alimentado.

Meu irmão, nunca despreze o seu uniforme espiritual, pois ele representa a autoridade de Deus sobre você. Alguns cristãos estão cheios por dentro e sem o uniforme por fora; outros, usam o uniforme adequa­damente, mas estão vazios por dentro. Precisamos tanto do enchimento interior, quanto do revestimento exterior, para desempenhar o trabalho de Deus e exercer a Sua autoridade com poder.

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Você já foi revestido do poder do Espírito Santo? Explique como foi isso.

 3. A autoridade é reforçada pela arma

Suponha que um guarda de trânsito está devidamente uniformizado. Será que algum motorista ousaria desafiar a autoridade dele? É provável que sim, principalmente os criminosos. Para isso, ele precisa estar armado. A arma do policial é usada para reforçar sua autoridade.

Do mesmo modo, nós também podemos passar por situações em que, apesar de exercitarmos a nossa autoridade, o inimigo ainda insiste em nos resistir. Nesse caso, nessa situação, o que fazer? Só nos resta uma opção: fazer uso de nossa arma — a Palavra de Deus. Quando liberamos a Palavra de Deus, com fé, os demônios são atingidos do mesmo modo que uma bala pode nos atingir.

Talvez você esteja pensando: “Bom, eu já tenho uma Bíblia.” Mas ter uma Bíblia apenas, não resolve. Ela não é uma arma para ser utilizada com a mão. É eficaz quando manuseada com a boca. Na visão que João leve de Jesus, em Apocalipse, da boca dele saía uma espada afiada. Não pense que Jesus é um faquir, um engolidor de espadas — a visão era um símbolo, mostrando que a espada do Espírito deve ser usada em nossa boca. Quando verbalizada, a Palavra produz o que ela diz que produzirá.

Em Mateus 4, Jesus nos dá um exemplo de como se deve usar a Palavra de Deus contra o diabo. Jesus estivera no deserto por quarenta dias jejuando e, ao final, o diabo veio para tentá-lo. E o que fez Jesus? Usou a Palavra, dizendo: “Está escrito!” Aleluia! Ele apenas citou a Palavra de Deus. O diabo, então, o deixou, dizendo: “Ok! Jesus, por enquanto você venceu!” Ele ainda voltou para tentar Jesus, não uma, mas duas vezes mais. E, a cada vez que o diabo vinha, Jesus dizia: “Está escrito!”. Ele fazia uma tremenda confissão da Palavra de Deus.

Ouça-me: o diabo é muito obstinado. Ele não desiste facilmente. Todavia, devemos atacá-lo com a mesma arma que Jesus usou: a Palavra de Deus. Jesus sabia o poder da Palavra falada, tanto para atacar quanto para defender-se. Observe bem a atitude de Jesus diante da persistência do inimigo. Ele não disse: “Parece que isso não funciona. Eu confesso a Palavra, o diabo se vai, mas depois torna a voltar. Preciso buscar uma outra estratégia.”

Jesus não desistiu, porque o diabo insistiu com as tentações, e tam­pouco voltou ao deserto para jejuar novamente, julgando que talvez não estivesse em condições espirituais para enfrentar o diabo. Jesus permaneceu firme, apenas confessando a Palavra: “Está escrito!”

Em Apocalipse 12.11, lemos: “Eles o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da Palavra do Testemunho que deram”. Meu ir­mão, você não pode derrotar o diabo com a sua própria força — você precisa da Palavra de Deus. Lembre-se de que a Palavra de Deus é a verdade. A verdade não é o que você vê, nem o que você sente — a verdade é o que a Palavra de Deus diz. Ainda que você não veja nem sinta nada, ainda assim confesse a Palavra de todo o seu coração. A confissão gera fé em você e, esta, por sua vez, produzirá a realidade daquilo que a Palavra de Deus diz.

Concluindo, há três raciocínios bem claros confirmando que a au­toridade para pisar serpentes, escorpiões e todo o poder do diabo também foi delegada a nós, e não apenas aos apóstolos:

a) Em primeiro lugar, porque é uma autoridade delegada – não é nossa. A autoridade é competência exclusiva de Jesus; afinal, foi Ele quem recebeu toda a autoridade. Todavia, Ele nos autorizou a usá-la no seu nome.

b)  Em segundo lugar, porque precisamos do revestimento de po­der. Lembre-se da ilustração do policial; é o revestimento que nos dá autoridade.

c)  Em terceiro lugar, entenda que você ainda precisa usar a sua arma: a Palavra de Deus. Com ela apagamos os dardos inflamados do maligno e, por meio dela, desfazemos as obras do diabo e manifestamos o reino de Deus sobre a Terra.

 Compartilhando: 

A. Em que estado se encontra o seu uniforme?

B. Você já se deu conta dos prejuízos que sofre quando não está rigorosamente uniformizado?

C. Então, o que está faltando para você revestir-se desse uniforme?