VITÓRIA NO DESERTO
LIÇÃO 8 – O SANGUE DE JESUS – Parte 2

Quebra-gelo: Qual foi a situação mais difícil que você já enfrentou? 

A semana passada vimos as três ocasiões em que o sangue de Jesus foi derramado: quando suou sangue, quando foi açoitado e quando recebeu uma coroa de espinhos. Hoje veremos mais duas ocasiões e a razão pela qual esse sangue foi derramado:

1. Quando foi crucificado

- Na cruz, as mãos e os pés do Senhor Jesus foram traspassados por cravos (ou pregos) longos e pontiagudos (Jo 19.23). E sabe por que os pés de Jesus tinham que ser cravados? Porque na Bíblia os pés simbolizam o nosso caminhar. E antes da cruz o nosso caminhar era pecaminoso diante de Deus. O nosso caminhar tinha de ser julgado e condenado diante do Senhor. Mas não apenas isso, as mãos também simbolizam o que faze­mos. E quando as mãos do Senhor foram cravadas na cruz, os nossos atos pecaminosos foram também ali cravados.

- Na cruz, o sangue de Jesus jorrou abundantemente das feridas abertas em seu corpo. Esse mesmo sangue, segundo a Palavra, tem o poder de perdoar os nossos pecados. Os que estão cobertos por esse sangue não andam mais debaixo de nenhuma condenação ou acusação do diabo. A Ceia é um memorial eterno de que não existe nenhum pe­cado, por maior e mais sujo que seja, que o sangue de Jesus não possa perdoar e purificar.

- Por causa desse sangue derrmado existe perdão para você, indepen­dente de sua culpa ou pecado. Por isso, se em sua alma há um sentimento de culpa, acusando-o, condenando-o e oprimindo-o, por alguma coisa que você praticou, há boas novas para você: o seu pecado já foi lavado, purificado e perdoado. Nenhuma condenação mais pesa sobre a sua vida, porque os pés e as mãos de Jesus foram cravados na cruz do Calvário. – Agora, você precisa apenas crer e receber o perdão. Todo homem na face da terra já foi perdoado, mesmo aqueles que ainda não sabem disso. Por isso, precisamos contar-lhes essa boa nova.

- Através do sangue de Jesus somos perdoados, purificados e libertos de nossos pecados (Ap 1.5). O dia da Ceia é o dia de celebrarmos a nossa libertação. Por isso, não tome a Ceia de forma religiosa; antes, erga o cálice – pois o sangue é a sua carta de alforria – e diga: “Eu era escravo, mas agora fui liberto. Não podia sair do lamaçal, mas o Senhor me tirou de lá; eu não podia ficar em pé, mas este sangue me libertou.”

- Mas, se você, como um liberto de Cristo, anda ainda como escravo, tropeçando e caindo, é porque você não creu na sua própria libertação. Preste atenção! Agora você é livre – as portas de sua prisão foram abertas. Há muito tempo Jesus já quebrou as trancas da cela onde você era prisioneiro.

- Se você pensa que essa cela ainda está fechada, eu tenho boas novas para você: A sua cela já foi aberta. Agora, você pode dizer “Não!” para o pecado, para o diabo, e para a tentação. Você não é escravo do pecado. Agora, você pode ficar de pé diante do Senhor, tomar o cálice, e dizer: “Basta de tropeçar e cair! A partir de agora, andarei segurando firme a mão do meu Senhor. Mas, se porventura me acontecer um desastre, eu não ficarei prostrado em terra, porque o Senhor me levantará. E eu sei que Ele nunca desistirá de mim.”

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2. Quando foi traspassado por uma lança

- Um soldado romano abriu-lhe o lado com uma lança e jorrou san­gue e água (Jo 19.34). Essa combinação é muito sugestiva. Essa água que flui é vida. Jesus havia dito que, do interior daqueles que cressem n’Ele, fluiriam rios de água viva. E do interior de Jesus saiu água — uma água viva – e, com a água, o sangue, que também nos dá vida.

- Mas o fato de o sangue ter saído através da ferida aberta pela lança do soldado romano é muito significativo. Em Apocalipse 12.11 está escrito que o sangue de Jesus é que nos dá a vitória contra o diabo. Esta é a razão por que o sangue de Jesus tinha de ser derramado através de uma ferida aberta por lança: esse sangue é também uma arma.

- Portanto, erga o cálice e diga ao diabo: “O sangue de Jesus me garante a vitória sobre ti.” Todavia, não use esse sangue como um amuleto, dizendo a torto e a direito: “O sangue de Jesus tem poder!” Não há expressões mágicas. É preciso ter entendimento e fé a respeito do que se está falando.

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Conclusão

- Não devemos tomar a Ceia de forma indevida, sem entendimento do que estamos fazendo, senão traremos condenação sobre nós mesmos (l Co 11.27). Se houver pecado em sua vida, basta confessá-lo e apropriar-se do perdão através do sangue. É mais do que uma segunda chance: Deus se esquece de tudo o que foi feito. É como se nós nunca tivéssemos pecado.

- Em nossas igrejas, há muita gente sem tomar a Ceia. Lembre-se de que ela é uma ordenança de Deus. Se você não a obedece, peca. Em outras palavras: ao deixar de participar da Ceia, você está pecando. Há muita gente pensando que a Ceia é uma cerimônia sem sentido, apenas para constar.

- Na obra de Deus não existe nada neutro. Quando oro pela libertação de uma pessoa, os demônios saem e não voltam mais. No entanto, se essa pessoa não pretende mudar de vida, e deseja apenas um alívio, os demônios voltarão trazendo outros sete, porque a casa ficou vazia. Nem mesmo a Palavra de Deus é neutra. Nela está escrito que “a letra mata”. Portanto, se você lê a Bíblia sem temor no coração, achando que ela é apenas um simples livro, você estará exposto à morte pela letra.

- Do mesmo modo, servir na casa de Deus também não é um ato neutro. Nadabe e Abiú ofereceram fogo estranho e morreram. Ananias e Safira mentiram quanto ao valor de uma oferta entregue aos apóstolos e morreram. Alguém pode dizer que ofertar é sempre bom, mas quando não se oferta com inteireza de coração, não há bênção. A Ceia também não é neutra. Ela é vida ou morte. Se você tomar a Ceia de forma correta, será liberto, curado e subjugará o diabo; mas se o fizer sem temor ou compre­ensão, não será abençoado. Se ainda existe algum pecado, lembre-se: Dia de Ceia é dia de perdão e de restauração.

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