VITÓRIA NO DESERTO

LIÇÃO 8 – O SANGUE DE JESUS – Parte 1

 Quebra-gelo: Você já teve que tomar uma decisão difícil? Como foi?

 Compartilhar: Você já foi convidado para sentar-se à mesa de alguma autoridade constituída do país?

Leia Mateus 26.29, o que acha desse convite de sentar-se à mesa com o Pai?

A condição essencial para sermos alimentados pela Palavra de Deus é abrirmos o nosso coração. E isso pode significar comermos o mesmo alimento várias vezes. Há certas coisas na vida cristã sobre as quais deveríamos meditar diariamente. E uma dessas é o Sangue do Senhor Jesus.

O sangue de Jesus Cristo livrou-nos de sermos consumidos pelo fogo da justa ira de Deus. Compreender o sangue é compreender a graça, a misericórdia e o amor de Deus que excede a compreensão humana. Todavia, essa compreensão só é possível por meio do Espírito Santo. Precisamos entender as razões pelas quais o sangue de Jesus foi derramado por nós. Isso aconteceu em cinco ocasiões diferentes. Hoje, contudo, veremos apenas três ocasiões: 

1. Quando suou sangue

No Getsêmani, em profunda agonia, Jesus orou tão intensamente que “o seu suor se tornou como gotas de sangue” (Lc 22.44). O sangue do Senhor Jesus é a base, o alicerce, o fundamento da vida cristã. Homem algum jamais atingirá um nível de plenitude espiritual que lhe permita prescindir do sangue de Jesus. Precisamos estar constantemente debaixo da ação do sangue do Cordeiro: o novo e único caminho de acesso ao trono do Senhor.

Quando o suor de Jesus transformou-se em gotas de sangue, sua alma justa debatia-se entre a inclinação de cumprir a própria vontade ou a vontade do Pai. Essa terrível agonia foi consequência direta do pecado de Adão, ao comer do fruto do conhecimento do bem e do mal. Esse ato de rebelião de nossos pais gerou um terrível conflito entre a vontade do homem e a vontade de Deus. Foi então que, para reconciliar a criatura com o Criador, Jesus se fez homem e, nessa condição, esvaziou-se de si mesmo, derramou por nós o seu próprio sangue e venceu completamente o espírito de rebelião. Portanto, o sangue de Jesus tem o poder de quebrar, em nós, toda cadeia de rebelião contra Deus.

Por isso, hoje, ao participarmos da Ceia, devemos fazê-lo com en­tendimento e sem nenhuma atitude religiosa. Quando cear, diga: “Senhor Jesus, ao tomar este cálice, eu me coloco debaixo da ação do teu sangue. Que através dele, minha vontade, obstinação e rebeldia sejam subjuga­das. Eu submeto a ti o meu desejo de seguir o meu próprio caminho em detrimento do caminho que trilhaste por mim. Eu submeto a Ti a minha vontade de agir segundo o meu entendimento, e não segundo o padrão que o Senhor estabeleceu para mim.”

Muitos de nós somos cheios de opinião própria, de “Eu acho”, “Eu penso”, “Eu entendo que é assim…” Consequentemente  resistimos à direção de Deus e à voz do Espírito falando dentro de nós. Se ainda há em você alguma atitude de rebelião, submeta-a ao Senhor Jesus, permi­tindo que o sangue do Cordeiro a desfaça completamente. Ele derramou o próprio sangue para dar-lhe essa libertação e capacitá-lo a ser submisso à vontade do Pai. 

Compartilhar: Max Lucado, autor de “Quando os anjos silenciaram”, afirma que Jesus ”preferiu atravessar o inferno por você, a ir para o céu sem você”.  De que maneira Ele atravessou o inferno por você? Isso deveria afetar o nosso modo de viver? Se sim, de que maneira? Se não, por quê? 

2. Quando foi açoitado

O Senhor Jesus foi açoitado pelos soldados romanos (Mt 27.26). O açoite com que o açoitaram era feito de tiras de couro cru, em cujas extremidades eram presas pequenas bolas de chumbo ou pedaços de os­sos. O corpo de Jesus ficou inteiramente lanhado e banhadoem sangue. Oprofeta Isaías disse que pelas “suas pisaduras fomos sarados” (Is 53.5). Essas pisaduras (feridas) foram produzidas pelo açoite. Ali Ele estava levando sobre Si nossas feridas e enfermidades.

O sangue de Jesus é vida. A Bíblia diz que a vida está no sangue. Logo, o sangue simboliza a vida. Somos incapazes de compreender como Deus derramou a sua própria vida na morte, porque Jesus era Deus, ple­namente Deus e plenamente homem. E Jesus derramou a sua vida para que nós não andássemos mais doentes ou enfermos.

Apesar de não ter o dom especial de cura, eu creio que se você tomar o cálice, crendo nessa promessa da Palavra, e confessar que o sangue de Jesus foi derramado pela sua cura, você será curado. Por isso, o dia da Ceia do Senhor é também um dia de cura.

Não imponha limites a Deus. Creia no poder do sangue derramado por Jesus, para curar todas as nossas enfermidades. Você não tem que levar mais nenhuma enfermidade, porque Jesus já as carregou todas, na cruz. Confesse isso agora mesmo. Isso não pode ser simplesmente uma doutrina ou algo com que você concorda apenas com a mente; ao contrário, tem que ser verdade na sua vida — tem que acontecer entre nós.

 3. Quando recebeu uma coroa de espinhos

Num ato de refinada zombaria, os soldados romanos puseram uma coroa de espinhos na cabeça de Jesus (Mt 27.29). Depois, um soldado bateu-lhe com um caniço na cabeça, provocando-lhe dor e sangramento. Nessa ocasião, o sangue derramado trouxe libertação para outro problema que afligia o ser humano: a maldição do pecado. Na Bíblia, espinho é símbolo de maldição. Quando o homem pecou no Éden, a terra tornou-se maldita, e, por causa dessa maldição, passou a produzir cardos, abrolhos e espinhos.

Na Palavra de Deus nada existe por acaso. Aquela coroa tinha que ser de espinhos, porque o Senhor Jesus tinha que levar na cruz todas as nossas maldições. De acordo com Deuteronômio28, amaldição é uma consequência do pecado. E estas são as principais consequências da mal­dição: enfermidades, morte, miséria, pobreza, vergonha, humilhação, fracasso, etc. Todavia, o sangue de Jesus, derramado por causa das feridas provocadas pelos espinhos, anulou completamente toda maldição herdada de nossos pais, desde Adão.

Por isso, participe do cálice da Nova Aliança com entendimento e usufruindo os benefícios do sangue do Cordeiro, que por nós foi derramado. Erga o cálice e diga: “Eu já fui liberto da maldição.” Toda maldição que deveria vir sobre nós foi anulada, quando Jesus derramou seu sangue por nós.

Conclusão: Somos chamados a participar da Ceia do Senhor, para que nos lembremos de todo o sacrifício de Cristo por nós.

Compartilhar: Qual tem sido sua atitude em relação à Ceia do Senhor? É apenas um ritual, uma tradição ou um convite para assentar-se à mesa? Quem é servido? 

Que Deus conceda um profundo entendimento e gratidão em nossos corações pela obra de Cristo por nós.