RESPOSTAS PARA OS GRANDES PROBLEMAS DA VIDA

 RICK WARREN

POR QUE ISTO ESTÁ ACONTECENDO COMIGO? – PARTE 2

A semana passada aprendemos com o exemplo de José que Deus vê tudo o que acontece conosco e se importa, que nos dá liberdade de escolha e que tem o controle supremo do desfecho de todas as coisas. Vimos também que para suportar a adversidade José não se entregou à autocomiseração e nem deu lugar à amargura.

Esta semana estudaremos as fontes de força interior que José utilizou para vencer e que nós também podemos lançar mão a fim de obter êxito, a saber, o plano de Deus, as promessas de Deus, o povo de Deus e a presença de Cristo.

O plano de Deus

A primeira fonte de força que pode ser percebida na vida de José é o plano de Deus: “Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito” (Rm 8:28). Esse versículo não diz que todas as coisas são boas. Há muita maldade neste mundo e a vontade de Deus nem sempre é feita. Contudo, o versículo diz que, na vida do cristão, todas as coisas, até mesmo as ruins, coo­peram para o seu bem.

Quando você entende essa verdade, então pode olhar para trás e dizer para as pessoas que lhe causaram problemas: “Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus tornou em bem”. Não importa o que aconteça: ainda que você perca uma batalha, a guerra já foi ganha e o resultado final está nas mãos de Deus. Ele transformará fracassos em bênçãos se você lhe der oportunidade.

As promessas de Deus

Há uma segunda fonte de força quando você estiver passan­do por uma crise: as promessas de Deus. A Bíblia contém cerca de sete mil promessas de Deus e precisamos começar a reivindicá-las.

Sugiro que você escolha alguns versículos, escreva-os em cartõezinhos, carregue-os no bolso e os memorize. Você pode colocar alguns versículos no espelho do seu banheiro. As promessas de Deus trazem-nos esperança, força e conforto (Rm 15:4). O que precisamos fazer é ler as promessas de Deus, memorizá-las e reivindicá-las com fé.

O povo de Deus

Há uma terceira fonte de força que deveria ajudar-nos quando atravessarmos um período difícil: o povo de Deus. Cada congrega­ção deve ser uma comunidade que cuida e se importa com os indivíduos, na qual as pessoas amam umas às outras, riem jun­tas, choram juntas e dividem suas cargas umas com as outras. Precisamos uns dos outros; Deus planejou que a igreja fosse um grande sistema de amparo em que ajudamos e encorajamos uns aos outros.

Contudo ela não poderá ser um grupo de apoio se não conhe­cermos uns aos outros. Precisamos envolver-nos em algum grupo pequeno de estudo bíblico na igreja. Precisamos participar de um grupo pequeno de pessoas com as quais nos encontremos regular­mente, partilhemos o que está acontecendo em nossa vida e oremos juntos. Quando fizermos isso, descobriremos que há outras pessoas que enfrentam os mesmos problemas que nós e que venceram.

A Bíblia diz que Deus permite que passemos por tribulações e provações intensas e, então, conforta-nos, de tal modo que nós, em contrapartida, possamos oferecer conforto a outros que atravessam as mesmas situações (2Co 1:3,4).

A presença de Cristo

Há uma quarta fonte de força na tribulação, e esta é a maior de todas: a presença de Deus em Jesus Cristo — a pessoa de Cristo. A Bíblia diz que Jesus Cristo é o Filho de Deus, que ele está vivo hoje e que você pode ter um relacionamento pessoal com ele. A presença de Cristo pode nos ajudar em qual­quer situação. José, no Antigo Testamento, foi um exemplo do que Jesus Cristo fez no Novo Testamento: o Senhor Jesus sofreu, sem ter culpa alguma, em benefício de outras pessoas. José sofreu para que, mais tarde, quando a fome atingisse o Oriente Médio, sua política de armazenamento de cereais salvasse milhares de pessoas da fome. É um pouco semelhante ao que Jesus Cristo fez. Embora fosse perfeito e sem pecado, Jesus morreu na cruz para nos salvar das terríveis consequências do pecado.

Deus deu-nos liberdade de escolha e, por isso, não nos pode forçar a seguir sua vontade sem nos transformar em fantoches ou robôs. Vivemos num mundo em que as pessoas pecam e ferem umas às outras. Mas, quando entregamos nossa vida a Cristo e con­fiamos nele, ele nos acompanha em cada situação que enfrentamos e nos capacita a ver como ele irá encaixar todas as coisas no final. A cruz é o exemplo supremo de pessoas que planejam mal e Deus o torna em bem e abençoa toda a humanidade.

Talvez você tenha sido machucado profundamente por alguém, assim como José. Se isso aconte­ceu, faça como José: não se entregue à autocomiseração ou à amargu­ra. Em vez disso, junte todos os pedaços de seu coração e entregue-os a Jesus Cristo. Deixe que ele transforme essa situação triste em algo novo, restaurado e belo.

Contudo, você pode pensar que o que cometeram contra você foi algo injusto, e realmente pode ter sido. Há muita injustiça neste mundo. É por isso que a Bíblia diz que um dia, no fim dos tempos, Deus ajustará as contas. Mas, por enquanto, nosso dever é permanecer confiantes e ver o que Deus pode fazer em nossa vida para nos trazer cresci­mento, em vez de deixar que as injustiças nos destruam.

Por isso, se você é tentado a se perguntar: “Por que isso está acontecen­do comigo?”, perceba que você tem liberdade de escolha. Volte-se para o plano de Deus e veja como Deus vai tomar até mesmo uma situação terrí­vel e usá-la para o bem, se você permitir. Descanse nas promessas de Deus. Volte-se para o povo de Deus. Envolva-se numa igre­ja receptiva onde você possa ter suas necessidades supridas e possa suprir as necessidades de outros.

O mais importante de tudo, porém, é voltar-se para a presen­ça de Cristo e deixá-lo habitar em você. Deus pode extrair o melhor até mesmo do pior. Entregar nossa vida a Cristo não quer dizer que ele vai tirar-nos da tempestade, mas que ele nos dará coragem e força para vencê-la. Portanto, você precisa crer em Cristo e arrepender-se, você precisa nascer de novo. Só então você será capaz de dizer quando olhar para trás: “Eles planejaram o mal, acusaram-me injustamente, mas Deus tornou em bem. Deus usou as coisas ruins. Ele as usou para o meu crescimento, para me tornar uma pessoa melhor, e sou grato por isso”.