1 – LAVAI OS PÉS UNS DOS OUTROS

João 13:1-17

Introdução :Um mandamento recíproco é aquele que deve ser praticado em relação ao próximo. Os mandamentos recíprocos devem ser experimentados “de uns para com os outros”. São os que falam dos deveres mútuos que viabilizam o agir de Deus no meio de Sua igreja. O primeiro a ser destacado nesta série de estudos bíblicos refere-se ao lavar os pés uns dos outros. Durante a celebração da última Páscoa, Jesus, reunido com seus discípulos, começou a lavar-lhes os pés. Com esse ato o Senhor nos ensinou a:

Assumir Voluntariamente a Posição de Servo – “Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros.” (João 13:14 RA)

A responsabilidade de lavar os pés de um convidado era delegada ao servo da casa. Jesus, porém, sendo Senhor sobre todos, assumiu a condição de servo, considerando o próximo, o convidado especial do grande Anfitrião, o Pai celestial. Fazendo assim, Ele tornou-se servo de Deus e dos homens. “ antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.” (Filipenses 2:7-8 RA)

A simples consciência de que somos servos e não senhores já nos ajudaria a resolver muitos conflitos de relacionamentos. Nos sentimos feridos ou magoados quando as pessoas não nos agradam ou não nos dão a atenção que achamos que merecemos. Estamos aqui, no entanto, para servir aos outros e não para sermos servidos.

Pratique a arte de servir aos outros de acordo com os talentos e recursos que você possui. Tenha a alegria de sentir-se útil no Reino de Deus servindo ao próximo como Cristo serviu.

2. Ajudar o Próximo a Remover a Sujeira do Caminho – “ Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu não te lavar, não tens parte comigo.” (João 13:8 RA)

Jesus disse que os discípulos não necessitavam banhar-se novamente porque já estavam limpos pela Palavra recebida. Mas os pés precisavam ser lavados constantemente. Quando recebemos a Palavra de Deus em nosso coração e nascemos de novo, somos lavados e purificados pelo Senhor. Mas, quando caminhamos a cada dia nos sujeitamos à poeira do caminho: o pecado, a mágoa, a ira, as atitudes imaturas, a queda, etc. Precisamos nos dispor a lavar os pés daqueles que estão engatinhando na vida cristã e dos mais maduros também; bem como dos que, por algum motivo, caíram na fé. Devemos servi-los, pacientemente em amor.

O Senhor disse que se Pedro se negasse a ter seus pés lavados, este não poderia ter parte com Ele. Os que acumulam a sujeira do pecado em suas vidas vão, gradativamente, perdendo a comunhão com Deus. Quando, porém, intervimos com amor, mostrando ao irmão o caminho do arrependimento e da restauração, então, estamos cumprindo o mandamento recíproco do lavar os pés ao próximo.

Esteja à disposição dos que buscarem sua ajuda nessa área. Seja bondoso e cheio de compaixão para que o tratamento não pareça uma intromissão na vida alheia, mas um ato de graça para restaurar e trazer verdadeira cura.

Promover Refrigério ao Cansado – “Declarou-lhe Jesus: Quem já se banhou não necessita de lavar senão os pés; quanto ao mais, está todo limpo. Ora, vós estais limpos, mas não todos.” (João 13:10 RA)

A sujeira do caminho pode não se limitar somente ao pecado, mas ao desânimo e sentimentos de tristeza ou fracasso a que alguns são submetidos. Não há nada mais confortador do que a água fresca sobre os pés de quem muito caminhou; assim são as palavras de ânimo e de encorajamento ao que já não tem mais nenhum vigor. Os que sofrem de inquietações, tentações constantes, dúvida e sentimentos negativos, precisam de verdadeiros amigos cristãos que os ajudem em seus desafios. “ Palavras agradáveis são como favo de mel: doces para a alma e medicina para o corpo.” (Provérbios 16:24 RA).

O contrário do que falamos acima são as palavras destituídas de graça, ou seja, aquelas que trazem pesar ao coração do próximo e não edificam. A crítica, o julgamento, a condenação e tantas outras atitudes negativas em relação ao outro, não edificam nem servem aos propósitos divinos.

Decida ser um consolador de vidas. Estenda a mão aos cansados do caminho, lavando-lhes os pés através de suas orações, incentivos e ministração da Palavra de Deus.

 Wilson Maia dos Santos

2 – AMAI-VOS UNS AOS OUTROS

Texto bíblico: João 15:9-17

Introdução: Dando prosseguimento à série de mandamentos recíprocos, hoje falaremos sobre o amor. Veremos a fonte do amor, sua forma de expressão e seus frutos.

O Pai é Fonte de Amor – “ Como o Pai me amou, também eu vos amei; permanecei no meu amor.” (João 15:9 RA)

Tudo começaem Deus. Nãoconseguiremos entender o por que precisamos amar ao próximo se não tivermos uma visão clara de que Deus é amor e Fonte de todo o amor. Tudo começa nEle. O Pai amou a Cristo, que por sua vez, nos amou da mesma forma, e nos incumbiu de fazer o mesmo em relação às outras pessoas. A única forma de estarmos ligados à Fonte divina é expressando o mesmo amor que dEle recebemos primeiro.

Cristo Permaneceu no Amor do Pai – “ Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço.” (João 15:10 RA)

Cristo recebeu o amor do Pai e decidiu permanecer nele guardando Seus mandamentos. É como se dá numa casa onde há regras e disciplina. Um filho, para continuar desfrutando dos benefícios de viver em família, precisa se ajustar às regras, ou guardar os mandamentos da casa. Cristo guardou os mandamentos do Pai e, por isso, teve o privilégio de permanecer no Seu amor.

Nós Devemos Permanecer no Amor de Cristo – “ Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço.” (João 15:10 RA)

Como Cristo permaneceu no amor do Pai, assim nós permaneceremos no amor de Cristo guardando seus mandamentos. Lembrando-nos do exemplo do filho e dos mandamentos da casa, desfrutaremos dos benefícios do Reino de Deus se andarmos em linha com a constituição desse Reino. Cristo será o nosso Pastor, Provedor, Mestre, nossa Paz, e muito mais, além do que podemos imaginar, se O respeitarmos e honrarmos, guardando Seus mandamentos.

O Mandamento: Amar-nos Uns aos Outros – “ O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.” (João 15:12 RA).

Quando falamos sobre mandamentos logo pensamos em “não matar”, “não adulterar”, “não roubar”, etc. No entanto, Jesus está falando de algo muito mais profundo do que simplesmente não fazer isso ou aquilo. Ele fala do que está na base do coração do ser humano: o ódio ou o amor. Por que as pessoas matam, roubam, adulteram, desonram seus pais, buscam outros deuses para adorar, ou cobiçam o que é dos outros? Porque a semente de ódio ainda está em seus corações. Mas, quando uma nova semente é plantada no interior, a semente do Amor de Deus, então, seus atos serão diferentes porque o coração será diferente. O mandamento requerido, portanto, é “amai-vos uns aos outros”, porque quem ama não rouba, nem adultera, nem fala mal do próximo; e assim, cumpriremos a lei de Deus.

As Conseqüências:

  • Alegria Completa – “ Tenho-vos dito estas coisas para que o meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo.” (João 15:11 RA)

É impossível alguém desfrutar a verdadeira alegria tendo o coração endurecido em relação a alguém. A verdadeira alegria é fruto de um coração perdoador e amável.

  • De Servo a Amigo – “ Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer.” (João 15:15 RA)

Quem ama ao próximo permanece no amor de Cristo e torna-se íntimo dEle. A relação será de amigo para amigo e não mais de senhor para servo, onde não há confidências. Quem permanece na amargura de alma não conhecerá nem desfrutará das riquezas do coração do Pai.

  • Frutificação – “ Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça… (João 15:16a RA)

Se Deus é amor e Sua semente está em nós, qual o fruto que Ele espera colher de nós? Certamente uma vidaem amor. Oslares serão transformados por esse amor; as empresas, o governo, as cidades, a sociedade, serão impactados por esse amor. Vamos pregar o evangelho e trabalhar para Deus motivados pelo amor. Todos os nossos empreendimentos devem ser feitos em amor porque esse é o único fruto que Deus espera colher.

  • Vitória na Oração – “ … a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda.” (João 15:16b RA).

Se os nossos atos e motivos são fundamentos no amor, nossas petições não serão egoístas, interesseiras, vingativas, ou coisas parecidas. Deus ouvirá e atenderá as orações que estiverem em linha com Sua Palavra, as quais foram feitas em amor.

Wilson maia dos Santos

3 – PERDOAI-VOS UNS AOS OUTROS

Texto bíblico: Mateus 18:23-35

Introdução: Hoje veremos sobre a importância do perdão. A parábola sobre o homem que havendo sido perdoado de tão grande dívida e não teve a mesma compaixão para com quem lhe devia, é a nossa referência para esta lição. Por que devemos perdoar?

1. Porque a nossa dívida para com Deus era infinitamente maior do que a dívida de alguém para conosco – “ E, passando a fazê-lo, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos… Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem denários; e, agarrando-o, o sufocava, dizendo: Paga-me o que me deves.” (Mateus 18:24 e 28 RA)

O homem que devia ao rei representa cada um de nós. A dívida dele era altíssima, totalmente impagável. Um talento valia seis mil denários, sendo um denário referente a um dia de trabalho. Baseado no salário mínimo da época, aquele homem levaria 164.383 anos para pagar toda a sua dívida. Essa era, figuradamente, a nossa dívida para com Deus. Mas Ele nos perdoou por causa do Seu grande amor para conosco. A única coisa, porém, que Ele requer de nós é que tenhamos para com os outros o mesmo espírito de compaixão que Ele teve para conosco. Aquele homem da parábola, infelizmente, não fez assim. Saindo do lugar onde havia sido perdoado encontrou alguém que lhe devia uma soma irrisória comparada ao montante da sua dívida para com o rei. Cem denários era o valor, referente a cem dias de trabalho (três meses e dez dias). Apesar de tão pequeno o valor, ele exigiu que fosse paga toda a dívida, não demonstrando compaixão. Isso representa a dívida de alguém para conosco, que sempre será, aos olhos de Deus, infinitamente menor do que a nossa própria diante dEle. Não importa o que tenham feito contra nós, sempre será menor.

2. Porque o perdão é fruto da compaixão divina; e a não liberação dele, é fruto de um coração endurecido – “ E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida… Ele, entretanto, não quis; antes, indo-se, o lançou na prisão, até que saldasse a dívida.” (Mateus 18:27 e 30 RA)

O rei foi movido por íntima compaixão e por isso perdoou a dívida. O perdoado, porém, simplesmente não quis perdoar igualmente a seu próximo. Um teve compaixão, o outro endureceu seu coração e não quis fazer o mesmo. A compaixão é um dos sentimentos mais fortes descritos na Bíblia. Todas as vezesem que Jesusse moveu de íntima compaixão, algum milagre aconteceu. Exemplos: Mateus 9:36; Mateus 14:14; Marcos 5:19; Marcos 6:34; Marcos 8:2; Lucas 10:33; João 11:33. Em contrapartida, “não querer” fazer algo de bom em favor de outra pessoa revela um coração que ainda não conheceu a “compaixão” de Deus. Quando somos perdoados por Deus, mas não queremos perdoar aos outros, estamos demonstrando a mesma ausência de compaixão divina em nossos relacionamentos. As conseqüências disso ainda serão descritas nesta lição.

3. Porque não podemos fazer do nosso coração uma prisão – “ E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida… Ele, entretanto, não quis; antes, indo-se, o lançou na prisão, até que saldasse a dívida.” (Mateus 18:27 e 30 RA)

O rei soltou e mandou embora seu devedor, perdoando-lhe a dívida. Este saiu e mandou prender a quem lhe devia. Um solta e o outro prende. Quando perdoamos liberamos as pessoas que estavam aprisionadas em nossos sentimentos; quando não, continuamos sofrendo a cada dia as lembranças amargas da ferida sofrida. A ausência do perdão transforma o nosso coração num verdadeiro cárcere, acumulando pessoas, fatos e sentimentos amargos. Continuamos levando os nossos ofensores no coração cada vez que acordamos pela manhã, durante o dia e ao nos deitarmos. Eles estão presos em nossas lembranças, atormentando-nos e tornando a nossa vida infeliz. Mas quando perdoamos, abrimos a cela do nosso interior e os deixamos ir. Enquanto os libertamos, promovemos a nossa própria libertação.

4. Porque o perdão só depende de nós e é incondicional – “ E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida… Ele, entretanto, não quis; antes, indo-se, o lançou na prisão, até que saldasse a dívida.” (Mateus 18:27 e 30 RA)

O rei que perdoou a dívida era livre para não depender da atitude do outro. Ele perdoou porque quis perdoar e não porque o outro tivesse feito algo por merecer. Seu perdão foi incondicional e só dependia dele mesmo. No outro caso, o segundo devedor foi lançado na prisão “até que saldasse a dívida”. Nesse caso, a liberação dessa vida dependia de seus feitos: o pagamento da dívida. Sua liberação não era incondicional, mas tinha de sujeitar-se à condição de quitar sua pendência. Vemos então que no primeiro caso tudo dependia do credor, no segundo, dependia do devedor. Isso nos ensina que não precisamos depender do arrependimento do outro ou do seu pedido de perdão, para liberarmos perdão. Podemos fazer isso a qualquer tempo e para qualquer um. Só depende de nós. O contrário disso, torna-nos eternos reféns de outra pessoa.

5. Porque o perdão nos livra dos atormentadores – “ E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida.” (Mateus 18:34 RA)

Quando os servos do rei contaram-lhe da atitude não perdoadora daquele a quem o rei havia liberado, todos entristeceram-se muito, e logo foi ordenado que aquele homem fosse entregue aos verdugos (atormentadores) até que pagasse toda a dívida. Vemos então, que a entrega aos verdugos não se deu pela dívida em si, porque esta já estava perdoada, mas pela atitude não perdoadora que teve. Aquele que não perdoa vive em grandes conflitos internos. Os atormentadores da alma se posicionam para agravar o sentimento de culpa, a mágoa, a revolta, a indignação, a vergonha, etc. Mas os que perdoam, experimentam o gozo da liberdade. Os atormentadores não tem acesso aos corações compassivos e perdoadores, que serão conservados em perfeita paz em todo tempo.

“Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.” (Efésios 4:32 RA)

Wilson Maia dos Santos

4 – EXORTAI-VOS UNS AOS OUTROS

Texto Bíblico – Atos 11:19-26

Introdução: Exortar significa “exercer influência sobre a vontade e as decisões de outrem com o intuito de conduzi-lo a um padrão de comportamento geralmente aceito; encorajá-lo a observar certas instruções.”¹ Simplificando, exortar é encorajar, estimular ou consolar. Houve um homem na Bíblia chamado José, a quem os apóstolos deram o nome de Barnabé, que significa “encorajador” ou “filho da consolação”, sobre quem desejamos ministrar nesta lição.

1. AExortação e o Caráter Cristão – “ Tendo ele chegado e, vendo a graça de Deus, alegrou-se e exortava a todos a que, com firmeza de coração, permanecessem no Senhor. Porque era homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor.” (Atos 11:23-24 RA)

A arte de encorajar ou de consolar as pessoas em meio às lutas, está intimamente associada ao caráter cristão. Barnabé era um estimulador de vidas porque era um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. Deus, que ama perfeitamente as pessoas e deseja o sucesso delas, agia livremente através desse homem para estimular o crescimento dos novos crentes. A passagem acima mostra a ação de Barnabé para com os de Antioquia que haviam acabado de receber a Palavra de Deus. O texto revela que ele exortava a todos a que, com firmeza de coração, permanecessem no Senhor. O novo crente está sujeito a dúvidas, crises, desânimo e insegurança. Barnabé, certamente, agia de forma eficaz nessas e noutras áreas trazendo sempre palavras de encorajamento que edificavam. O resultado desse trabalho foi que muita gente se uniu ao Senhor.

Quando buscamos o amadurecimento cristão através do enchimento do Espírito Santo e da Palavra de Deus, temos melhores condições de exercer o ministério da exortação. A bondade divina fluirá através de nós para fortalecer os que necessitam de ânimo e de encorajamento.

Você tem identificado as marcas da bondade, do Espírito Santo e da fé em sua vida que o habilitem a ser a um exortador eficaz?

2. AExortação e o Pastoreamento – “ Mas Barnabé, tomando-o consigo, levou-o aos apóstolos; e contou-lhes como ele vira o Senhor no caminho, e que este lhe falara, e como em Damasco pregara ousadamente em nome de Jesus.” (Atos 9:27 RA)

O ministério de exortação tão rico na vida de Barnabé permitiu-lhe ajudar um jovem pregador da Palavra de Deus. Paulo havia se convertido a pouco tempo, tendo contra ele, porém, um péssimo histórico de perseguição à igreja de Deus. Agora ninguém confiava nele pois tinham medo que ele fosse um traidor no meio dos cristãos. No entanto, Barnabé teve o discernimento de que aquele homem era sincero em sua profissão de fé, e então, confiou nele e se dispôs a interceder em seu favor junto aos apóstolos da igreja. Chama-nos a atenção a frase: “Mas Barnabé, tomando-o consigo…”; enquanto todos o repeliam, Barnabé o tomou consigo. Paulo precisava de alguém que lhe desse um voto de confiança e uma palavra de estímulo em meio ao descrédito sofrido. Foi aí que o ministério de exortação mais uma vez se demonstrou eficaz. Paulo foi encorajado a permanecer firme no caminho e se tornou o maior de todos os apóstolos, alcançando todo o mundo de sua época com a mensagem do evangelho.

Todos nós tivemos um passado sem Cristo. Precisamos de pessoas que nos vejam como novas criaturas e que nos ajudem a esquecer as transgressões do passado. Importa que sejamos assim também para com os que se aproximam de Deus, sempre acreditando que eles podem mudar e amadurecer em Cristo.

Você poderia citar o nome de pelo menos três pessoas a quem tem “tomado consigo” para pastorear, acompanhar e estimular na carreira cristã?

3. AExortação e a Restauração – “ Houve entre eles tal desavença, que vieram a separar-se. Então, Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipre.” (Atos 15:39 RA)

Barnabé e Paulo estavam juntos servindo ao Senhor pregando o evangelho pelo mundo. Nessa ocasião, chegaram a discutir sobre quem levariam com eles na nova jornada missionária. Barnabé queria levar Marcos, um jovem que havia desistido da obra no passado; Paulo não concordava com a idéia e por isso se separaram. Entre acompanhar alguém que já estava pronto e voltar para buscar quem precisava de restauração, Barnabé não teve dúvidas, escolheu a última opção. Ele e Marcos seguiram para Chipre. O resultado desse investimento vemos descrito no testemunho de alguns homens de Deus: “ Aquela que se encontra em Babilônia, também eleita, vos saúda, como igualmente meu filho Marcos.” (1 Pedro 5:13 RA); “ Somente Lucas está comigo. Toma contigo Marcos e traze-o, pois me é útil para o ministério.” (2 Timóteo 4:11 RA). Pedro e o próprio Paulo reconheceram, no futuro, o valor daquele jovem até então desprezado. Ele se tornou útil ao Senhor por causa do ministério de exortação desenvolvido por Barnabé.

Os benefícios da exortação não se restringem a uma única pessoa. O pastoreamento de Paulo resultou na pregação para o mundo de sua época. A restauração de Marcos serviu de apoio para o ministério dos mais influentes apóstolos daquela geração. Em nossos dias, o ministério da exortação mútua continua sendo de importância fundamental.

Por um instante, peça ao Espírito Santo para lhe mostrar quais são as pessoas que necessitam de restauração. O que você pode fazer acerca delas? Pergunte a si mesmo se você não tem preferido seguir com os que estão “prontos” em vez de recuar para buscar os que “ficaram para trás”.

“ pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado.” (Hebreus 3:13 RA)

1. O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, ed. Colin Brown, Edições Vida Nova, S.Paulo, vol 2, art. Exortar, p. 174ss.

Wilson Maia dos Santos

5 – ADMOESTAI-VOS UNS AOS OUTROS

Texto Bíblico – Atos 20:28-32

Introdução:Admoestar significa advertir. “Admoestar e advertir implicam num sentido de maior urgência do que exortação. Não concentramos mais no encorajamento e consolação, mas no anúncio dum perigo que deve ser evitado.”¹ Falaremos sobre um dos ministérios mais importantes na igreja, por se tratar daquele que promove livramento das ovelhas diante de situações ameaçadoras.

1. AAdmoestação e o Perigo de Lobos Devoradores – “Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes, que não pouparão o rebanho.” (Atos 20:29 RA)

Paulo havia recebido da parte de Deus a responsabilidade de advertir aos líderes da igreja quanto a possibilidade de perigo no meio do rebanho. Falsos mestres, falsos pastores, falsos líderes, falsas ovelhas, em breve estariam agindo no meio da igreja, aproveitando-se da ausência do líder mais experiente, Paulo, para promover divisão, confusão, dispersão e enfraquecimento dos irmãos. O apóstolo teve de se utilizar do ministério da admoestação para advertir com seriedade acerca desse tema: “Portanto, vigiai, lembrando-vos de que, por três anos, noite e dia, não cessei de admoestar, com lágrimas, a cada um.” (Atos 20:31 RA)

Os “lobos devoradores” podem ser pessoas com más intenções que se infiltram para prejudicar as pessoas. Alguns trabalham para dividir a igreja com fofocas, maledicências, promovendo intrigas e suspeitas entre os irmãos. Outros procuram introduzir sorrateiramente falsas doutrinas. A admoestação nesses casos serve para proteger as pessoas que estão se deixando influenciar pelo mal ou que podem vir a ser. Também serve para advertir as próprias pessoas que estão promovendo o mal. Muitos o fazem porque foram influenciados por outros, mas podem se arrepender pela admoestação.

Identifique situações que não promovem edificação, como por exemplo, fofoca, maledicência, rebeldia, e outros. Lute para conservar sempre pura a sua fé, observando a admoestação (advertência) do Senhor.

2. O Propósito da Admoestação – “Não vos escrevo estas coisas para vos envergonhar; pelo contrário, para vos admoestar como a filhos meus amados.” (1 Coríntios 4:14 RA)

A admoestação não tem por objetivo envergonhar o irmão; pelo contrário, o propósito é edificar. Como um pai ansiosamente deseja promover segurança ao filho amado, assim devemos encarar o ministério da admoestação. Para que seja assim é necessário que o coração de quem admoesta seja maduro e verdadeiramente cristão. “E certo estou, meus irmãos, sim, eu mesmo, a vosso respeito, de que estais possuídos de bondade, cheios de todo o conhecimento, aptos para vos admoestardes uns aos outros.” (Romanos 15:14 RA). Paulo destaca a bondade e o conhecimento como requisitos indispensáveis para se exercer tal ministério. Bondade para não julgar nem humilhar o advertido, e conhecimento para entender bem as Escrituras e discernir o que não é o verdadeiro evangelho de Cristo.

Alguém que não tenha a bondade de Cristo em seu coração não deve admoestar, por dois motivos: Primeiro, não o fará numa atitude de amor e respeito, visando a edificação. Segundo, não aceitará de forma madura uma possível recusa da parte de quem está sendo admoestado. Devemos lembrar que nem todas as pessoas aceitarão nossa admoestação, mesmo sendo exercida em amor.

Busque crescer na virtude da bondade e do conhecimento para que o propósito da admoestação possa sempre ser atingido em seu ministério.

3. A Admoestação e a Longanimidade – “Exortamo-vos, também, irmãos, a que admoesteis os insubmissos, consoleis os desanimados, ampareis os fracos e sejais longânimos para com todos.” (1 Ts 5:14 RA)

Longanimidade significa ter longo ânimo, e disposição para manifestar paciência, tolerância, constância, firmeza, perseverança, clemência e lentidão em punir pecados. Como a admoestação visa edificar e não destruir, muitas vezes se requererá paciência para ver os frutos. Os insubmissos devem ser admoestados, conforme o texto acima, mas nem sempre os resultados da admoestação serão observados imediatamente. Precisamos da longanimidade para que deixemos Deus agir de forma progressiva nos corações advertidos. É importante que as pessoas tenham tempo suficiente para assimilar o aprendizado para depois dar frutos de arrependimento ou transformação.

“Se teu irmão pecar [contra ti], vai argüi-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão. Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça. E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano.” (Mateus 18:15-17 RA) Todas as oportunidades de arrependimento foram dadas ao agressor, não se apressando a punir o pecador. Isso se chama longanimidade.

Trabalhe em sua vida todo sintoma de impaciência no trato com as pessoas. Busque a qualidade da longanimidade para que seus discípulos sejam estimulados em amor a permanecer na fé cristã.

Textos Complementares: Sl. 19:11; Ec. 4:13; At. 20:31; Rm. 15:14; 1Co. 4:14,16; 1Ts 5:14; 2Tm. 1:6 (Não precisa ler na célula. É reforço para o líder)

Disciplina na Igreja. Dr. Russel P. Shedd, Edições Vida Nova, S.Paulo, art. Admoestar, p. 25

Wilson Maia dos Santos

6 – LEVAI AS CARGAS UNS DOS OUTROS

Texto Bíblico: Gálatas 6:1-5

Introdução: No mundo em que vivemos muitas são as cargas que se nos apresentam no dia a dia. O sentimento de culpa, a fadiga de um trabalho estressante, a preocupação pela falta de recursos, a frustração por alvos não atingidos, os conflitos conjugais ou familiares, além de outros, podem se transformar em grandes fardos que angustiam e impedem o crescimento das pessoas.

Hoje veremos como podemos participar da luta de outra pessoa, e, especialmente, com que espírito devemos faze-lo.

1. Acarga do pecado – “Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado.” (Gálatas 6:1 RA)

Conforme os Salmos 32 e 51, dois salmos que relatam as conseqüências do pecado na vida de uma pessoa, podemos dizer que a carga do pecado resulta em: doença física, gemidos da alma, sentimento de culpa, vergonha diante de Deus, depressão, medo, angústia, mau humor, tribulação, sofrimento, condenação constante e tristeza. Trata-se de um fardo muito pesado. Atentemos para o que o salmista revela: “Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio.” (Salmos 32:3-4 RA) “Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.” (Salmos 51:3 RA) Alguém nessas condições já tem carga demais para levar. Ela necessita de um ministério restaurador que aponte o caminho do arrependimento e da busca a Deus; única forma de se desvencilhar da angústia que o pecado promove.

Levamos a carga do pecado na vida do nosso irmão quando nos identificamos com o seu sofrimento e nos compadecemos sinceramente, conduzindo-o ao arrependimento e à restauração da comunhão com Deus.

Tenha o seu coração sempre aberto para lidar com a fraqueza das pessoas. Compreenda a importância do arrependimento de quem pecou e do amor de quem ministra.

2. Acarga do legalismo – “Porque, se alguém julga ser alguma coisa, não sendo nada, a si mesmo se engana.” (Gálatas 6:3 RA)

Haviam algumas pessoas nas igrejas da galácia que se consideravam mais “espirituais” que as outras. Elas pensavam assim porque eram legalistas, ou seja, julgavam ser cumpridoras rigorosas dos preceitos da lei ou dos mandamentos bíblicos, sem, contudo, atentarem para o verdadeiro sentido da lei. Pensando assim, viviam provocando aqueles a quem julgavam ser fracos na fé. Esse espírito causava distanciamento, frieza, julgamento e falta de identificação com o problema alheio. Os que se achavam “espirituais” viviam procurando oportunidade para criticar e condenar os que viessem a tropeçar em alguma pedra. Esse espírito agressivo os levava a adotar a postura de que não tinham nada a ver com os menos espirituais. Não havia identificação com o problema alheio. No entanto, para levar a carga de alguém eu preciso me identificar com o problema dele como se fosse meu também.

Podemos livrar as pessoas da carga do legalismo não acrescentando condenação, julgamento, crítica, ou outra carga qualquer que possa aumentar o peso que elas já levam. Podemos, principalmente, apresentar o amor restaurador de Cristo reveladoem Sua Palavra.

Identifique possíveis tendências ao legalismo em sua vida e confronte-as. Saiba que o legalismo é um zelo excessivo pela guarda da lei que substitui a graça, a misericórdia e o amor.

3. O fardo de Jesus – “Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo.” (Gálatas 6:2 RA).

O fardo do pecado bem como a carga do legalismo devem ser trocados pelo fardo de Jesus: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” (Mateus 11:28-30 RA). A pessoa que se coloca como instrumento divino para propor a troca de fardos precisa se revestir do mesmo espírito de mansidão e de humildade de Cristo. A carga de Jesus é fácil de ser levada porque se consiste numa vida de amor a Deus e ao próximo. Amar não é pesado, porque Deus é amor e Ele mesmo viveem nós. Quemama cumpre a lei sem ser legalista. É por isso que Paulo disse: “Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo.” (Gálatas 6:2 RA) Nossas palavras para com quem pecou devem estar carregadas da compaixão divina, sendo eficazes tanto para apresentar o erro quanto para apontar o caminho de restauração.

Quando Simão cirineu foi obrigado a ajudar Cristo a levar a cruz (Mateus 27:32), talvez tenha pensado que aquele trabalho não tinha nada a ver com ele. Mas depois, certamente, veio a descobrir que aquela cruz tinha tudo a ver com ele e nada com Jesus. Quando percebeu essa verdade então os papéis se inverteram: não era Simão quem estava ajudando a Cristo, mas Cristo fazendo tudo por Simão. Isso porque Jesus se identificou com o nosso fardo e decidiu levá-lo por nós. Tendo em vista essas coisas devemos fazer o mesmo de uns para com os outros.

Você tem se identificado com o fardo alheio como se fosse seu próprio? De que forma você tem aliviado a carga do seu próximo?

Textos Complementares: Números 4:24; Salmo 38:4; 68:19; Mateus 11:30; 23:4; Lucas 11:46.

 Wilson Maia dos Santos

7 – CONFESSAI UNS AOS OUTROS

Texto Bíblico: Tiago 5:14-20

Introdução: A confissão dos nossos pecados a Deus é um tema comum, de fácil aceitação. Confessar aos outros, no entanto, demanda um pouco mais de tempo para assimilação de sua importância. É o que queremos fazer através desta lição.

1. O propósito da confissão aos outros – “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.” (Tiago 5:16 RA)

A confissão de pecados aos outros não visa o perdão divino mas a cura física ou da alma. O perdão é concedido por Deus mediante a confissão de nossas culpas a Ele. No entanto, a cura para determinadas áreas afetadas por faltas cometidas é efetuada mediante a confissão a uma outra pessoa. Nesses casos a confissão deve ser complementada por uma oração intercessória por parte de quem ouviu o relato. Tiago coloca a confissão e a oração lado a lado: “confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados…”. Essa oração em favor de quem confessou uma falta deve ser cheia de misericórdia, não para condenar e sim para restaurar.

Sempre precisamos confessar nossos pecados a Deus, mas nem sempre será necessário confessar a outros. Quando nossos pecados provocam prisões físicas ou emocionais, então carecemos da ministração de outros. Muitas pessoas ainda se sentem prisioneiras da culpa e da amargura, mesmo confessando a Deus. Elas precisam se abrir com pessoas maduras e receber oração em seu favor. O resultado será uma libertação profunda trazendo alívio ao coração.

Há situações de prisão em sua alma cujo motivo você tem creditado à falta de confissão? Peça ao Espírito Santo para lhe trazer revelação sobre o assunto.

2. Aquem confessar – “Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor.” (Tiago 5:14 RA)

O texto acima fala do convite aos presbíteros (pastores ou líderes da igreja), para que orem sobre o enfermo pedindo a cura divina e o perdão de possíveis pecados. Jó orou por seus amigos quando estes necessitaram de restauração: “Mudou o SENHOR a sorte de Jó, quando este orava pelos seus amigos…” (Jó 42:10 RA). Moisés orou pela irmã Miriã a fim de que sarasse da lepra, resultado de seu pecado: “Moisés clamou ao SENHOR, dizendo: Ó Deus, rogo-te que a cures.” (Números 12:13 RA). No Novo Testamento vemos pessoas arrependidas buscando o batismo nas águas confessando publicamente seus pecados: “e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados.” (Mateus 3:6 RA); “Muitos dos que creram vieram confessando e denunciando publicamente as suas próprias obras.” (Atos 19:18 RA). Em todos os casos vemos pessoas maduras lidando com o pecado de outros e orando em favor deles para cura. Não necessariamente um pastor ou um líder, mas alguém que possa ouvir uma confissão e buscar tão somente a restauração em vez da exposição da pessoa diante de outros. Essa intenção vemos no seguinte texto: “Se teu irmão pecar [contra ti], vai argüi-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão.” (Mateus 18:15 RA)

Há um grande perigo de se abrir com pessoas inadequadas. Nem todos são maduros para ouvir uma confissão, chegando até a agravar o problema. Quando você necessitar de ajuda, verifique se há alguém ideal para ministrar-lhe. Na ausência, cremos que seu líder ou seu pastor serão as pessoas mais indicadas.

Seja você alguém de confiança para outra pessoa. Disponha-se a ajudar quem necessitar de seu auxílio sendo um bom ouvinte e um bom conselheiro.

3. Os benefícios da confissão aos outros – “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.” (Tiago 5:16 RA)

Além das curas física e emocional, a confissão aos outros traz outros benefícios. Os que iam a João Batista confessando seus pecados para serem batizados, alcançavam não somente o batismo, mas o prêmio de uma consciência limpa: “aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura.” (Hebreus 10:22 RA). A consciência limpa restaura a confiança para se estar diante de Deus e dos homens. Outro benefício está associado à bênção divina liberada não somente pela confissão em si, mas pelo que se fez com o pecado confessado: “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.” (Provérbios 28:13 RA). Confessar e deixar o pecado produz prosperidade.

Às vezes, para se deixar um determinado pecado haverá necessidade da ajuda desse alguém mais maduro que aponte o caminho da total libertação: “Meus irmãos, se algum entre vós se desviar da verdade, e alguém o converter, sabei que aquele que converte o pecador do seu caminho errado salvará da morte a alma dele e cobrirá multidão de pecados.” (Tiago 5:19-20 RA) A prosperidade que advém da confissão é baseada na retirada de qualquer argumento que o Maligno tinha contra nós: “Como o pássaro que foge, como a andorinha no seu vôo, assim, a maldição sem causa não se cumpre.” (Provérbios 26:2 RA).

Desfrute das bênçãos de um coração puro. Creia no perdão de Deus após a confissão dos pecados a Ele, e aproprie-se da cura completa advinda da confissão aos outros.

Textos Complementares: Jó 42:10; Números 12:13; Mateus 3:6; Atos 19:18; Mateus 18:15; Hebreus 10:22; Provérbios 28:13; Provérbios 28:1; Provérbios 26:2.

Wilson Maia dos Santos