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LIÇÃO 18 – AS SAGRADAS ESCRITURAS”
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6ª LIÇÃO – DISCIPLINAS ESPIRITUAIS

 

“E, quando chegaram à multidão, aproximou-se-Lhe um homem, pondo-se de joelhos diante d’Ele, e dizendo: SENHOR, tem misericórdia de meu filho, que é lunático e sofre muito; pois muitas vezes cai no fogo, e muitas vezes na água; e trouxe-o aos Teus discípulos; e não puderam curá-lo. E Jesus, respondendo, disse: Ó geração incrédula e perversa! até quando estarei Eu convosco, e até quando vos sofrerei? Trazei-mo aqui. E, repreendeu Jesus o demônio, que saiu dele, e desde aquela hora o menino sarou. Então os discípulos, aproximando-se de Jesus em particular, disseram: Por que não pudemos nós expulsá-lo?
E Jesus lhes disse: Por causa de vossa incredulidade; porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível. Mas esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum.” (
Mateus 17:14-21)

INTRODUÇÃO

Há disciplinas espirituais que são fundamentais no ministério de cura e libertação. Elas se tornem necessárias para confrontar o ambiente onde se processa a batalha espiritual. Falaremos sobre o perfil do ambiente onde o mal se prolifera e sobre as disciplinas espirituais a serem aplicadas nesse confronto.

  

O AMBIENTE

 

  1. 1.                GERAÇÃO INCRÉDULA E PERVERSA

 

Jesus lamentou que estivesse diante de uma nação incrédula e perversa. Incredulidade e perversão eram as coisas que menos se podia esperar de uma nação a quem Deus havia dado tanta palavra e tanta revelação. Mas infelizmente essa era a realidade daquela geração. O ambiente de incredulidade privava o povo de vencer seus desafios pela fé, como prevaleciam seus ancestrais do Antigo Testamento. A perversão fala de pecados que abrem as portas para a entrada de demônios, que era o caso em questão.

  1. 2.                SOFRIMENTO E EXTREMOS


A condição daquele jovem era de sofrimento e de extremos. Extremos porque ora o demônio o levava para a água, ora para o fogo. Assim é a ação maligna na vida de quem se torna um prisioneiro espiritual. Um dia a pessoa está no pico da euforia, e no outro, em profundo poço de depressão.

  1. 3.                PROBLEMAS ANTIGOS

No texto de Marcos 9:21 que conta a mesma história, Jesus pergunta sobre quanto tempo aquele jovem padecia daquele problema. O pai lhe responde: – “desde a infância”. Geralmente problemas antigos tendem a fincar suas raízes, dificultando mais e mais sua solução. Alguns se acostumam com a impossibilidade e se conformam com a vida escrava. Esse era o ambiente a ser confrontado.

Bases: Marcos 6:6; Hebreus 3:19; Lucas 8:27.

 

AS DISCIPLINAS ESPIRITUAIS

 

  • EXERCÍCIO DA AUTORIDADE

Jesus repreendeu o demônio. A autoridade espiritual foi exercida sobre aquela situação, obrigando o demônio a sujeitar-se. Como igreja devemos entender que essa mesma autoridade nos foi concedida, para que tenhamos autoridade sobre principados e potestades das trevas:

“o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro. E pôs todas as coisas debaixo dos pés e, para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, a qual é o Seu corpo, a plenitude d’Aquele que a tudo enche em todas as coisas.” (Efésios 1:20-23)

Quando os discípulos perguntaram ao Mestre acerca da razão pela qual não puderam expulsar aquele demônio, Jesus lhes disse que a causa era uma só – incredulidade. Há pouco falamos sobre o problema daquela geração. Um deles era a incredulidade. Os discípulos também tinham sido vítimas daquele espírito de incredulidade que pairava sobre aquela geração. Tornamo-nos incrédulos quando somos íntimos apenas do que se pode ver, apalpar ou mensurar. Tornamo-nos incrédulos quando somos materialistas e enxergamos apenas as coisas terrenas. Tornamo-nos incrédulos quando aceitamos uma religião com a mente, faltando, porém, uma experiência com o poder de Deus no coração. A fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus (Romanos 10:17); ela é gradual (Romanos 1:17); ela é aperfeiçoada com a prática da Palavra de Deus (Tiago 2:22); ela é conservada através de uma consciência pura (1 Timóteo 3:9); ela é provada (Tiago 1:3) ela é evidenciada através das obras (Tiago 2:18).

  • JEJUM E ORAÇÃO

Jesus disse que aquela casta (vários) de demônios, não se expulsa senão à força de jejum e oração. Não quer dizer que alguém necessite estar de jejum para poder expulsar demônios. Ele está se referindo a uma vida disciplinada na prática do jejum e da oração. O cristão que se devota a essas disciplinas espirituais, desenvolve as virtudes necessárias para a vitória em todos os sentidos da vida cristã. O jejum nos ajuda a mortificar as paixões da carne, desenvolve a sensibilidade para ouvir melhor a Deus, além de liberar maior tempo de vida devocional onde a leitura da Palavra e as orações passam a ser prioridade. Essa qualidade de vida espiritual gera maior intimidade com Deus e melhor consciência de autoridade e fé, na luta contra o mal.

Bases: Lucas 9:1; Marcos 9:23; Isaías 58:6; Esdras 8:21.

  

 

RESUMO

Na aula de hoje vimos que o ambiente de incredulidade e perversão é propício para se manter as pessoas em cativeiro por longo tempo. A marca desses ambientes é o de sofrimento e de extremos, onde as pessoas são jogadas ora para um lado, ora para o outro. Quanto maior o tempo em cativeiro, mais profundas suas raízes e menor a força para combatê-lo. No entanto, as disciplinas da autoridade espiritual, da fé, do jejum e da oração, tem o poder de transformar os ambientes e quebrar todo e qualquer jugo opressor.