HOSHANA RABBAH – OU “O GRANDE DIA DA FESTA” X SHEMINI ATZERET OU SIMCHA TORAH
SETE DIAS DE TABERNÁCULOS X OITAVO DIA

“Porém aos quinze dias do mês sétimo, quando tiverdes recolhido do fruto da terra, celebrareis a festa a Yahweh por sete dias; no primeiro dia haverá descanso, e no oitavo dia haverá descanso” (Lev. 23:39)
“No oitavo dia tereis dia de solenidade; nenhum trabalho servil fareis” (Números 29:35).

A Festa dos Tabernáculos é celebrada por oito dias, sendo o primeiro e o oitavo dias de Assembléia solene. Uma análise dos textos bíblicos deixa a impressão de serem duas festas separadas. Uma de sete dias e, então, o oitavo dia mencionado nos textos acima. Sukkot (7) e Shemini Atseret (8o dia).
Em conexão com a festa de Shemini Atseret (o Oitavo Dia de Assembléia), Sábios judeus contam uma bela parábola: “Um rei certa vez promoveu uma grande festa e convidou príncipes e princesas a quem apreciava muito para seu palácio. Tendo passado vários dias juntos, os hóspedes prepararam-se para ir embora. Porém o rei lhes disse: “Peço-lhe, fiquem mais um dia comigo, é difícil ficar longe de vocês!”

A interpretação para eles é que depois de sete dias de Festa perante Yahweh começa a sentir saudades, pois haverá um intervalo de seis meses até a próxima Festa (Páscoa). Ele deseja ver por mais um dia o povo feliz celebrando e por isso deu um dia adicional: O oitavo ou Shemini Atsêret.

Este dia passou a ser, também, celebrado como Simchah Torah (Alegria da Torah). Em Israel as duas celebrações ocorrem no mesmo dia. O oitavo dia ficou mais conhecido como Simchah Torah.

Alguns costumes nesse dia:
• Neste dia não é mais necessário comer e dormir na Sucá. Mas é um dia de assembléia solene, como o primeiro.
• Em algumas congregações é costume dançar com a Torá na noite de Shemini Atseret ou Simchah Torah. Todos recebem a honra de carregar a Torá.
As crianças juntam-se também à celebração. Todos pegam a Torá fechada e dançam com ela nos braços. Dizem: “Com a Torá fechada, mostramos a união e a igualdade de todos os judeus, unidos pela mesma alegria. O texto não é lido, mas todos sabem que é algo precioso e, por isso, dançam juntos e em total alegria.”
• É feita uma prece especial com pedidos para que haja chuva.
Leitura da Torá:
“Em Simchat Torá (“Júbilo da Torá”) é concluída a leitura da Torá, e recomeçado o ciclo anual de sua leitura.

Três rolos são tirados da Arca para leitura. No primeiro, a última porção da Torá é lida e relida muitas vezes, até que todos tenham sido chamados à Torá. Então meninos que ainda não tem Bar-mitsvá (não completaram treze anos) são chamados à Torá juntamente com um membro destacado da sinagoga. Em seguida a bênção “Hamalach hagoel” (O Anjo que redime) com a qual Jacó abençoou os filhos de José, é pronunciada em nome dos meninos.

Para a porção de encerramento chama-se alguém de destaque que recebe a denominação de “Noivo da Torá”. Outro membro é então convocado para a primeira porção de Bereshit (Gênesis), que é lida no segundo Rolo da Torá e é denominado “Noivo de Bereshit”.
Finalmente o Maftir, trecho dos profetas que acompanha a leitura da Torá, é lido no terceiro Rolo da Torá. “Dessa maneira, a leitura da Torá prossegue porção por porção durante o ano todo, durante todas as épocas, em um eterno ciclo que quando parece se encerrar, logo depois recomeça ininterruptamente.
Isto mostra que não há fim na Torá, que deve ser lida e estudada constantemente, mais e mais, pois a Torá, como o próprio D’us que a deu para nós, é imorredoura. Cumprindo-a, nosso povo forma o terceiro elo na eterna união entre D’us, a Torá e Israel.” (Veja o vídeo http://www.youtube.com/watch?v=BEpasXv3Lo8)

HOSHANA RABBAH – OU “GRANDE DIA DA FESTA”

No último dia da Festa dos Tabernáculos (7o), chamado de “o grande dia da festa,” ou “Hoshana Rabá,” uma cerimônia muito especial tinha lugar. Era o derramamento da água. Ela é mencionada no Evangelho de João, capítulo sete. “No último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Aquele que crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior correrão rios de água viva. Isto Ele disse com respeito ao Espírito, que haviam de receber o que nele cressem. . .” (João 7:37-39).
Muitos têm confundido esse dia com o “oitavo dia” ou o festival seguinte, muitas vezes referido como “o último grande dia.” No entanto, esta cerimônia da água derramada sobre o altar, ocorreu no sétimo dia, que é o último dia da festa de Sukkot ou Tabernáculos, apesar de hoje se considerar Tabernáculos os oito dias!
Hoshana Rabba, então, o último dia da festa da colheita, ou colheita, retrata o ÚLTIMO DIA DO JUÍZO – O ÚLTIMO GRANDE DIA DA COLHEITA!
Que grande evento esta imagem retrata? O que é o “último dia da colheita” — ou seja, a ÚLTIMA OPORTUNIDADE PARA A SALVAÇÃO?
Para se compreender totalmente, vamos voltar na pista, e ver o que a Palavra de Deus tem a dizer sobre este “último grande dia de colheita”, esta última oportunidade de salvação.
Observe como ele se encaixa perfeitamente com o plano de Yahweh e Sua misericórdia.
SHEMINI ATZERET, O “OITAVO DIA”
O plano de Deus é concluído, exceto uma última coisa. E a última coisa é mostrada pela última das santas convocações anuais de Yahweh!
Note! Logo após a Festa dos Tabernáculos vem a “festa final” de YHWH – o último “dia santo” do ano religioso. Este é o “Shemini Atzaret”, isto é, “o oitavo dia”. E o que ela representa?
Embora a Bíblia não expresse a lógica para observar um dia adicional na sequência da Festa dos Tabernáculos, os rabinos vieram com uma explicação, conforme expusemos acima. Nesse dia os Judeus deixam a sukkah para continuar desfrutando do conforto de suas casas sólidas, bem construídas, em contraste com as cabanas. O Oitavo Dia de Assembléia é uma reprise da Festa de Sukkot, mas sem qualquer dos rituais. A mensagem é a de que todos os rituais e linguagem simbólica são importantes, mas em última instância permanecem apenas como símbolos.

Embora esta seja uma explicação interessante, o verdadeiro significado e a importância de Shemini Atzeret é muito mais inspirador e fantástico.
O “oitavo dia” é, em si mesmo, um Dia Santo especial e a Festa de Yahweh que encerram o ciclo de Suas Festas. Durante a Festa dos Tabernáculos os filhos de Israel habitaram em frágeis cabanas, rapidamente construídas, com tetos praticamente abertos para o céu, a fim de poderem ver as estrelas. Essa celebração os conectava com as “cabanas” que os ceifeiros usavam para habitar, fora dos campos, durante a colheita de outono. As “cabanas” também retratavam os abrigos temporários dos filhos de Israel no deserto, após a saída do Egito, antes que se instalassem na Terra Prometida.
Mas no final do santo dia de Shemini Atzeret, o povo já não habitava em cabanas, representando a colheita. Neste dia, eles mais uma vez viviam em suas casas. O que isto representa, então, no plano global de Yahweh?

A chave para o entendimento é o nome do dia: o “oitavo dia.” O número 8 tem incríveis significados nas Escrituras! Havia “8″ pessoas na Arca de Noé, quando sua família foi salva, para começar uma NOVA ERA MUNDIAL. Há sete dias na semana, e o Dia de Sábado aponta para o reinado milenar. O dia depois do sábado é o “oitavo dia” e começa outra semana, outro ciclo de “tempo” — uma NOVA SEMANA. Uma vez que a “Semana” retrata o plano de Yahweh, o início de uma NOVA semana representa o início de uma NOVA FASE no Plano de Yahweh; representa UM NOVO COMEÇO!

SIMCHA TORAH
Como as Festas estão cheias de simbolismo e apontam para Cristo, veja alguns detalhes desta Festa do Oitavo Dia:

Simchah Torah (Alegria da Torá). Jesus Cristo é a essência da Torah! A Palavra Viva. A fonte da nossa alegria. Ao darmos início a um NOVO TEMPO, NOVO COMEÇO, que gozo será!
Este dia é chamado de “Festa de Casamento.” Lá está o Noivo da Torá! TODOS, em vez de LER, DANÇAM com a Torah, dando sete voltas no “altar.”
Certamente aqui está a festa final que nos aponta para o gozo do Noivo, dançando com sua Noiva, a Igreja – TODA ELA em contato com a PALAVRA VIVA, YEHOSHUA HAMASHIACH.
CELEBREMOS os dois últimos dias da Festa neste espírito. O sétimo dia, quando Jesus se identifica com a água derramada sobre o altar e o hino de Isaías 12. E o oitavo dia, quando, não mais em tendas, mas em morada sólida, entraremos em explosão de alegria, numa celebração de casamento, quando o Noivo abraça a Noiva e se dá início a UM NOVO COMEÇO!

HOSHANA RABBAH – OU “O GRANDE DIA DA FESTA”
“A festa dos tabernáculos celebrarás por sete dias, quando tiveres colhido da tua eira e do teu lagar. E na tua festa te regozijarás, tu, teu filho e tua filha, teu servo e tua serva, e o levita, o peregrino, o órfão e a viúva que estão dentro das tuas portas. Sete dias celebrarás a festa ao Senhor teu Deus, no lugar que o Senhor escolher; porque o Senhor teu Deus te há de abençoar em toda a tua colheita, e em todo trabalho das tuas mãos; pelo que estarás de todo alegre” (Dt. 16:13-15).
Como temos falado, as sete Festas de Yahweh (Levítico 23) dramatizam o Plano da Redenção. São verdadeiras celebrações proféticas, anunciando, em seus detalhes, o desenrolar desse maravilhoso Plano. Jesus Cristo é o ponto de convergência! Ele é o Centro de todas elas. Cada uma dramatiza uma época no desenrolar dos atos da Redenção.
Hoje é o sétimo dia da Festa de Tabernáculos (Sukkot). “HOSHANA RABBAH” ou “O GRANDE DIA DA FESTA!” Nesse dia uma cerimônia muito especial tinha lugar. Era o derramamento da água. Ela é mencionada no Evangelho de João, capítulo sete. “No último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Aquele que crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior correrão rios de água viva. Isto Ele disse com respeito ao Espírito, que haviam de receber o que nele cressem. . .” (João 7:37-39).
Para entender melhor o significado da atitude e palavras de Jesus no último dia da Festa, hoje comemorado, descrevemos a cerimônia do derramamento de água.
A CELEBRAÇÃO DO DERRAMAMENTO DE ÁGUA
O regozijo no derramamento da água é uma cerimônia no templo não mencionada na Torah, mas dada na Misnah (Succah 5). Tornou-se o foco de gozo que a Torah ordena para a Celebração. Em nenhum outro festival o povo foi comandado a regozijar-se. Por esta razão Sukkot tronou-se conhecido como “A Estação da Nossa Alegria”, assim como Páscoa é “A Estação da Nossa Liberdade” e Pentecoste é “A Estação da Outorga da Lei”.
O ritual acontecia todos os dias da festa à exceção do primeiro. O Talmude declara: “Quem não viu o regozijo no lugar onde se retira a água nunca viu regozijo em sua vida.” Portanto a cerimônia do derramamento de água tornou-se a ocasião para o derramamento de intenso gozo.
Os sacerdotes eram divididos em três grupos:
• O primeiro era dos sacerdotes em serviço no Festival. Imolavam os sacrifícios encontrados em Números 29.
• Naquela hora o segundo grupo saía pelo portão oriental do templo para o Vale Motzah, onde as cinzas eram lançadas no início do sábado. Ali cortavam salgueiros. Estes tinham de 65 a 75 centímetros de comprimento. Depois disso formavam uma fila com todos os sacerdotes segurando um salgueiro. Cerca de 65 a 75 centímetros de distância, entre um e outro, para dar espaço aos salgueiros, vinha outra fila de sacerdotes com os salgueiros. Assim havia fila após fila de salgueiros.
A estrada atrás do templo estava apinhada de peregrinos que ascendiam a Jerusalém para celebrar a Festa ordenada por Deus. A última do ciclo religioso.
Um sinal era dado e os sacerdotes davam um passo em frente com o pé esquerdo, e então um passo para a direita, balançando os salgueiros para a frente e para trás.
• Enquanto isso, um terceiro grupo de sacerdotes, encabeçado pelo sumo sacerdotes, saía pelo portão conhecido como o Portão das Águas. Iam ao poço de Siloé (João 9:7,11), que significa “gentil fluir das águas”. Ali o sumo sacerdote tinha um vaso dourado e tirava a água, conhecida como água viva (mayim hayim). Seu assistente segurava um vaso de prata contendo vinho.
Quando os sacerdotes no vale de Motzah começavam a marchar para Jerusalém, os sacerdotes de Siloé faziam o mesmo. Enquanto marchavam para a cidade de Jerusalém, os salgueiros ao vento faziam um som sibilante ao se aproximarem da cidade. A palavra vento em hebraico é Ruach. A palavra Espírito também é Ruach. Portanto a cerimônia era simbólica ou representativa do Espírito Santo vindo sobre a cidade de Jerusalém.
Quando cada um dos grupos alcançava seu respectivo portão, a trombeta (shofar) era tocada. Então um homem ficava de pé e tocava a flauta (a flauta representa o Messias. O flautista era chamado “o traspassado”.
Comece a pensar nessa cerimônia e veja o drama à luz da descrição de João (cap. 7). O Messias Jesus (a flauta) de fato foi transpassado (flautista na crucificação (João 19:34-36). Um dia “Olharão para aquele que traspassaram.”
O flautista liderava a procissão. O traspassado tocava o chamado ao vento e à água para entrarem no templo. Os sacerdotes de Motzah, sibiliando os salgueiros, entravam no templo e circundavam o altar sete vezes. Os sacerdotes que estavam imolando os sacrifícios agora subiam ao altar e começavam a colocar os sacrifícios no fogo. O Sumo Sacerdote e seu assistente subiam ao altar e todo o povo de Israel se congregava nos átrios ao redor. O povo começava a cantar Mayim, (Isaías 12:3) – “Portanto, com alegria tirareis águas das fontes da salvação.” O Sumo Sacerdote tomava, então, o vaso, e derramava seu conteúdo em um dos cantos do altar onde os chifres do altar se encontravam. Havia duas tigelas no altar, cada uma com um buraco. A água e o sangue eram derramados sobre o altar enquanto os sacerdotes que tinham os salgueiros começavam a colocá-los contra o altar, fazendo uma sukkah (retrato da cobertura de Deus).
É neste momento que Jesus Cristo (Yehoshua HaMashiach) se levanta e declara: “Quem tem sede venha a mim e beba…” (Jo 7:37) Ali estava a expressão visível de Isaías 12! “E vós com alegria tirareis águas das fontes da salvação.” É como se dissesse:
Eu sou a Fonte da água viva representada pelo poço de Siloé. Eu sou a Fonte da Salvação. Eu sou o Messias que será traspassado. Eu sou o que dentro de pouco tempo farei vir sobre a Jerusalém o Espírito Santo.”
Em João 4 Jesus se apresenta como a FONTE DE ÁGUA VIVA. Em João 7 Ele anuncia que a vinda do Espírito Santo fará com que a FONTE se converta em RIOS DE ÁGUAS VIVAS.
Na FONTE, nascemos de novo. No batismo no Espírito Santo essa Fonte rebenta e rios de água viva fluem de nós para levar a outros essas águas que gerarão o gozo indizível da plena Redenção!
É nesse espírito que hoje devemos celebrar o GRANDE DIA DA FESTA!